quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Crianças desaparecidas mas não esquecidas

Eu e o Orlando vivemos juntos há dois anos e meio. Consequência natural disso é a pressão que começo a sentir para ter um filho. É a pergunta da praxe, e então, um bebé, para quando?
Não que não faça parte dos meus planos, claro que faz, acontece que existem outras prioridades, que venho explicando ao Orlando, tal como a vida académica e acima de tudo a realização profissional que ambiciono. Não que não quisesse para agora, queria, mas não quero, não posso. Confuso, hein?
Como qualquer mulher, já sinto o instinto maternal, como qualquer ser humano emociono-me com as crianças que me rodeiam, e sou apaixonada pelos meus sobrinhos, filhos das grandes amigas!E muita vezes dou comigo a pensar como será a Áurea mãe. E não tenho modestias em afirmar, que vou ser uma mãezona, uma super-mãe. Daquelas mães..You know..
E depois penso nas mães do Rui Pedro, do Rui Pereira, nas mães dos muitos Rui Pedro que de um dia para o outro, se vêm privadas dos seus filhos, que vivem na angustia e desespero por não saberem do seu paradeiro. Que procuram respostas em vão, e que questionam os porquês de tamanha crueldade.
E constato que ninguém, nenhuma mãe, nenhum pai, por muito cuidadoso que seja está salvaguardado que isso lhe aconteça.
Nem eu, nem tu, nem ele..
E, por muito pouco que seja, por insignificante que possa parecer, todos os cidadãos, duma forma ou de outra podem associar-se a esta tão nobre causa, contribuindo desta forma para sua divulgação e manutenção.
A Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) surge para ajudar na divulgação destes casos, não deixando morrer a confiança e o conforto de quem tem no olhar, a infinita esperança que um dia ele regressará.. Para o seu lar..Para a sua Mãe, para o seu Pai..Para os seus..
Para sempre



Caros amigos adiram a esta causa.

2 comentários:

Menina dos Olhos de Água disse...

É um pensamento que nenhum pai nem nenhuma mãe quer ter. Não consigo imaginar a tamanha dor de quem passe por algo assim...

beijocas

Aurea disse...

Infelizmente é uma realidade que existe..

Beijinho querida