domingo, 4 de março de 2012

PSP

Ontem perguntavam-me se depois de ter sido alvejado a adrenalina  do O. tinha acalmado . Não acalmou. Disseram-me vezes sem conta que após o nascimento do Rodriguinho ele iria acalmar. Não acalmou. A família pede-me que o vá alertando. Ele sabe o que penso. Acredito piamente que se não nos realizarmos profissionalmente somos seres piores e mais infelizes. Eu respeito MUITO o trabalho dele, sei que o faz por vocação e que muito geralmente a adrenalina dispara. O rapaz não gosta de transito, prefere bairros e lutar contra a marginalidade, nada a fazer. A minha sogra respirou de alivio quando ele voltou da Amadora. Eu sabia que aqui não iria ser muito diferente. Não é. De quando a quando relembro-lhe que naquela noite o primeiro tiro foi logo dele. Ele encolhe os ombros e diz-me que faria tudo igual. Portanto nenhuma novidade. Tal como em todos os sectores, na PSP e existem maus profissionais e existem os bons, aqueles que vestem a camisola e que vão trabalhar exactamente para aquilo que foram contratados. À saída para trabalhar beija-me o rosto, e já sei que não olha novamente para trás. E eu continuo a dormir descansada. O que tiver que acontecer...

5 comentários:

Lolita disse...

Compreendo-te perfeitamente, também o E veste a camisola, gosta do que faz, apesar de todas as dificuldades da falta de meios e melhores condições de trabalho. E o que me revolta é que a maioria das pessoas não têm conhecimento dessa realidade, da falta de condições, de na teoria serem PSP e na prática são muito mais, e às vezes até papel de psicólogo fazem. Gosto de te ler. Beijinho

mari disse...

:( um coração apertadinho ... mas é pôr nas mãos de Deus, e que ele o protega semmmmpre :)
**

mari disse...

(e sim, chamuças tb conta ;))

S* disse...

Deve ser de andar sempre com o coração nas mãos...

Anónimo disse...

Como te compreendo...ainda que nunca tenha apanhado um susto como tu já apanhaste, o coração fica sempre apertado. Quando o V. estava na Amadora pensava que apertar do coração iria ficar mais leve assim que ele saisse de lá, mas não aconteceu... Resta-nos o contentamento por sabermos que os nossos maridos fazem aquilo que gostam e que se sentem realizados! Beijinhos S.V