Não há nada que me tire mais do sério que aquelas pessoas que se acham superiores apenas porque possuem formação universitária. Que se lembram de rebaixar os outros porque sim, porque possuem um canudo, que às vezes, verdade seja dita, lhes serve de muito pouco. Sou defensora que todos devemos procurar formação, principalmente na área que nos sentimos vocacionados, e mesmo que às vezes pareça isso não nos trás nada (emprego na área), dá-nos sempre muita coisa. Eu licenciei-me na área que mais me identificava, Comunicação - Relações Públicas, mas infelizmente com o terrível revés que a minha vida sofreu não me foi permitido exercer, ou procurar fazê-lo. Mas ainda assim vou aplicando sempre. Uma coisinha aqui, outra ali. E depois tenho as recordações da vida académica, o companheirismo, as lágrimas, as gargalhadas fora de horas e o melhor, os amigos para o resto da vida. Mas se ser licenciada faz de mim mais que alguém? Não, de modo algum. Até porque foi em casa, e não nos livros, que aprendi que o próximo deve ser sempre respeitado, independentemente de toda e qualquer formação.
"Perhaps they are not stars, but rather openings in heaven where the love of our lost ones pours through and shines down upon us to let us know they are happy."
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Um gesto que vale mil palavras

Casamento do Vasco - Irmão e o noivo
Mais que palavras, sou uma pessoa de gestos. E são também os gestos sinceros que mais me emocionam e tocam. Um carinho na hora certa, um abraço quando o coração está desamparado, uma mão quando não contamos. Mesmo sem rostos, esta foto preenche-me a alma e emociona-me. Pela intensidade do momento, pelo gesto de profunda e sincera amizade que tive o prazer de assistir. Porque sei que Ele o fez com todo o coração.
Mais que palavras, sou uma pessoa de gestos. E são também os gestos sinceros que mais me emocionam e tocam. Um carinho na hora certa, um abraço quando o coração está desamparado, uma mão quando não contamos. Mesmo sem rostos, esta foto preenche-me a alma e emociona-me. Pela intensidade do momento, pelo gesto de profunda e sincera amizade que tive o prazer de assistir. Porque sei que Ele o fez com todo o coração.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Viva la Vida
Todos nós temos músicas que por algum motivo nos transmitem emoções, nos transportam no tempo. Esta é sem dúvida aquela que mais me magoa, mas ironicamente a que mais ouço, por tudo que significa para mim, por tudo o que o meu inconsciente lhe associa. Num mês que trás tantas recordações feridas, deixo para mais tarde o porquê.
For some reason I can't explain Once you go there was never Never an honest word That was when I ruled the world
For some reason I can't explain Once you go there was never Never an honest word That was when I ruled the world
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Estas enxaquecas...
Ele há dias assim. A enxaqueca deu sinais já ao fim de tarde. Os olhos, outrora verdes e luminosos, foram semi-cerrando e ganhando um contorno cada vez mais escuro. Ainda que o estômago já apresentasse queixas, jantei normalmente e procurei silêncio e preferencialmente um lugar escurinho, onde me fosse permitida a solidão que a cabeça latejante exigia. Nestes momentos não suporto televisões, computadores nem tão-pouco o barulho inocente de quem me rodeia. Não resultou. O estômago teve um ataque de preguicite aguda, e não funcionou como devia. Assim, esta treta toda para dizer que passei a noite toda agarrada à cabeça, e a correr para o quarto de banho com o estômago revolto. Resumindo, hoje ando cheia de fome.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Suspiro, another point of view
Suspiro, irmã de Bruno Fonseca. ( maior orgulho da minha alma)
Suspiro, filha de J. e C.
Suspiro, Maria do O.
Suspiro, esposa de colega.
Suspiro, familiar de X.
Suspiro, amiga de Y.
Suspiro, a amiga do Norte.
Suspiro, da C.Dig.
Suspiro, da Ev.Event.
Suspiro, filha de J. e C.
Suspiro, Maria do O.
Suspiro, esposa de colega.
Suspiro, familiar de X.
Suspiro, amiga de Y.
Suspiro, a amiga do Norte.
Suspiro, da C.Dig.
Suspiro, da Ev.Event.
Suspiro, a madrinha de F.
Suspiro, comadre de L. e R.
Suspiro, nora de C. e de A.
Suspiro, cunhada de B.
Suspiro, ai era tão pequenina.
Porque não somos apenas nós, mas também aquilo que fazemos e quem nos rodeia. Deixamos de ser apenas Eu, para sermos uma associação a algo ou alguém. Eu sou isso tudo e apenas uma, Suspiro. Uma menina com bastantes fragilidades, uma mulher que procura força em tudo. Que busca na tímida brisa uma orientação futura. Que se refugia em frente ao mar, e pede ao por-do-sol paz de alma. Que se sente capaz de 1001 coisa, e se derrete com a mais simples, que aprecia a beleza do ser humano para lá das aparências.
Eu sou assim, apenas Suspiro, com tudo o que isso significa.
Suspiro, nora de C. e de A.
Suspiro, cunhada de B.
Suspiro, ai era tão pequenina.
Porque não somos apenas nós, mas também aquilo que fazemos e quem nos rodeia. Deixamos de ser apenas Eu, para sermos uma associação a algo ou alguém. Eu sou isso tudo e apenas uma, Suspiro. Uma menina com bastantes fragilidades, uma mulher que procura força em tudo. Que busca na tímida brisa uma orientação futura. Que se refugia em frente ao mar, e pede ao por-do-sol paz de alma. Que se sente capaz de 1001 coisa, e se derrete com a mais simples, que aprecia a beleza do ser humano para lá das aparências.
Eu sou assim, apenas Suspiro, com tudo o que isso significa.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Asinha magoada..
A ida ao HPP trouxe novidades, mas nada de grave. Recomendação de 7 dias de repouso absoluto. Hipótese afastada de imediato. Então para remediar, 5/7 dias com a asinha ao peito, para não forçar os músculos, que segundo o médico já viram melhores dias..Há coisas fantásticas não há? (Suspiro em versão aborrecida)
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Sr. J., meu Pai
Vogue, Heidi Klum
O sr. J. é daqueles pais que todos sonham ter. Atencioso, preocupado, prestativo e extremamente compreensivo. Pai-galinha que só ele. Tem a palavra certa no momento certo, e o seu instinto paternal é tão eficaz que não lhe escapa uma. Ao longo dos meus 25 anos construimos uma relação para lá de cúmplice, mas mesmo assim ainda me consegue surpreender. Não tão raras vezes o meu irmão soltava " o meu pai não existe, é único".E não existe mesmo. Hoje de manhã, a descer a escadaria imponente do nosso lar, ainda emborrada pelo sono, desejou-me um bom dia de trabalho, além das habituais questões diárias se preciso de alguma coisa, se está tudo bem, se tomei o pequeno-almoço, sempre finalizadas com um cuida-te, vê se te alimentas. Ainda estremecida pelo acordar contrariado, disfarcei a dor que desde sábado trago no ombro. O meu afecto pelo aspirador é tal, que dei um jeito não sei como. E também não sei como é que ele reparou que algo, ainda que nada transcendente, me estava a incomodar. Mas o certo é que do alto do seu olhar astuto, sempre atento, reparou. E encheu-me mais uma vez de orgulho. De orgulho de ser sua filha, de o ter como pai e de termos esta ligação tão pura,tão única. Mesmo achando que foi um jeitinho de nada, assim sendo, por mim e acima de tudo por ele, vou ali dar um saltinho ao HPP e já volto.
Já vais?
domingo, 6 de setembro de 2009
5*, 5 para a Meia-Noite

Há muito tempo que um programa não me prendia tanta atenção. O formato é o mais relax, as conversas muito terra-a-terra e os sketches brilhantemente inteligentes. Ele são as perguntas difíceis feitas da forma mais descontraída possível, ele são as associações mais descabidas, ele é o lucubrar em todo o lado. Merecedor de grande destaque e de forte aplauso, só um pequeno reparo. Não haverá uma alma caridosa que diga à gira da Filomena Cautela que não precisa ser tão acentuada a ler o teleponto, e que escusa gesticular tanto com as mãos? É que a pequena até brilha no programa, mas aqueles gestos todos quase me fazem mudar de canal...
Assim, a frase da Semana...

"Imagina..Juro, não estou a brincar..Vou ser pai outra vez..."
No inicio da semana, a boa-nova chegou por telefone. O L. e a R., pais da minha afilhada e amigos do coração, vão receber a visita da cegonha novamente. Tendo eles sido pais há apenas oito meses, um misto de receio e alegria extrema invadiu-nos o coração. Com a certeza tudo há-de correr bem, não podíamos estar mais contentes com tal bênção.
Os meus parabéns.. Vocês merecem, e a Filipa também.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
1 de Setembro
Quatro anos casados.
Não foram devidamente assinalados Príncipe, mas temos toda uma vida pela frente. Juntos.
Imagem daí
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Triste, levantei-me. Arrastei-me sem vontade alguma. Como combinado, fui buscar a mamã para mais umas tarefas difíceis, que nunca deveriam existir, que só existem porque a vida nos ceifou a alma. Cruelmente. Sem avisar. Com as lágrimas a percorrem-lhe o rosto, levei-a a almoçar. Em frente ao mar. Com o oceano a inundar-nos a vista e a brisa a sussurrar-nos uma calma imensa, fi-la distrair. Fi-la sorrir. O O., genro, quase filho fez-nos companhia e mostrou-lhe o quanto gosta dela. Não o disse. Bastou aquela companhiazinha desinteressada, a força nos olhos e nas palavras para ela o entender. E ela, sempre dada e meiga, encheu-o de mimos. As amigas fizeram-se notar também, inundando-nos de telefonemas simples e despreocupados, carregados duma emoção disfarçada, como que a marcar o seu apoio neste dia que não deveria existir, confirmando o apoio para o final deste dia, onde todos nos encontraremos para rezar pela sua alma. E o Atlântico continuou calmo. Reflectiu-nos um sol envergonhado, que se inibiu da sua força neste dia, como que em solidariedade com a nossa dor. Com o estômago reconfortado seguimos o nosso caminho. Não olhamos para trás, sabemos que aquela paz está ali,sempre ao nosso alcance. Quando a nossa alma o pedir.
Onze Meses
Imagem daí
Onze meses privada da tua presença, e continuo sem conseguir encontrar palavras capazes definir o que vai cá dentro.
Amo-te irmão, sempre e para sempre.
Amo-te irmão, sempre e para sempre.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
A few moments...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Miminhos
A querida Fénix ofereceu-me este miminho

Assim, mimo também:
A Summer, a Sisse, o Tio Jorge , a malta do Sitio Diferente, a Alguém e a Princesa M
E um Beijinho enorme à S., por este miminho..


Assim, mimo também:
A Summer, a Sisse, o Tio Jorge , a malta do Sitio Diferente, a Alguém e a Princesa M
E um Beijinho enorme à S., por este miminho..

Olha para ele..
O L. e a sua Moleskine estão por aqui a fazer um brilharete. Quem disse que os homens não conseguem ser irritantemente presunçosos?
Não liguem ok?
Com o telemóvel a tocar de cinco em cinco minutos, dou comigo a pensar como seria se não tivessem inventado tal quinta maravilha (?). Reconhecendo-lhe todo o valor, não me importava mesmo assim, de os exterminar ainda que fosse apenas por 24 horas. É que se continuarem sem me dar descanso, não garanto que não tenha um colapso nas próximas horas. Depois não digam que não avisei.
...
.Perdi a conta às vezes que percorri aquela A1. Saudosa, acelerada, terrivelmente apressada. Não se contam pelos dedos as infracções de velocidade que cometi. A ânsia de chegar junto a vocês cegava o meu bom-senso. Hoje percorri-a novamente. De regresso, o coração lascado envolto em sangue com tamanha dor. A paisagem continua igual. Cada vale, cada árvore, cada manto verde. Eu perdi-me na Tua partida. A minha alma foi conTigo e não regressou. Prometi nunca Te deixar sozinho, ela far-Te-à companhia. O asfalto continua o mesmo, os carros apressados seguem o seu caminho em busca do amanhã. A nossa Ponte da Arrábida, tão nortenha, tão nossa recebe-me como sempre o fez. Sussurra-me imponente que pertenço a esta terra. Mas não o sinto. Não me encontro em lugar algum e perco-me a cada dia que passa, envolta em pensamentos descoordenados e sombrios. Sorrio sem sorrir, danço automaticamente e desenvolvo um eu que não me pertence. E tudo à minha volta urge apressadamente, sem se compadecer com a ferida na minha alma que não sara, que não encontra a sua cura. O tempo esse, vadio e presunçoso não levanta a mera hipótese de arrependimento. Não concerta os estragos que causou. Poderia redimir-se, ser conselheiro. Mas nem se dá a esse trabalho. Exige de mim o que não deveria exigir. Não numa altura destas. Mas sabe que cá estarei para mais tarde o relembrar o quanto me fez sofrer. O quanto me privou de algo que poderia ter sido e não sou mais. E voltei, nesta auto-estrada cinzenta, de volta à minha esfera privada. E encontrei-a desmembrada. Faltou-lhe a alma, o coração. Por momentos, como em tanto outros nesta minha sobrevivência, esqueci que não Te encontraria. Esqueci o lar escuro e choroso, e jurava que Te teria para desabafar. O carro silenciou-se em frente a casa. Naquela curva onde Te vi pela última vez naquele jeito tão Teu. Ainda que com esperança olhei para cima. A minha alma desfez-se. Por momentos, juro que acreditei ser possível.
Incógnita
Enfim. Tenho tido a minha dose de fretes, cumprido a minha parte, tudo certinho como manda a boa educação. Mas o que eu pagava para não ter nenhum tão cedo...O que eu pagava.
domingo, 16 de agosto de 2009
Festa? Que festa?
A minha quase certeza que não nasci para viver na terrinha, passa a certeza total após termos feito kms e kms em curva contra curva, rumo à tão badalada festa, e deparar-mo-nos com meia dúzia de gatos pingados. Se a juntarmos a isso, tivermos a S. para lá de enjoada com tanta abanadela, é garantido. Meia-volta para a cama e certo, certinho que o meu Porto faz-me muita falta.
sábado, 15 de agosto de 2009
Descansa corpitcho...
Viva o calor louco em Castanheira de Pêra.Viva o companheirismo, os cigarros a horas tardias, os amigos sempre rezingões.Viva o pavimento da piscina que me maltrata as costas, as ondas artificiais e os avecs por todo o lado.Viva o meu telemóvel que me permite estar on na empresa, mesmo estando off. Viva a minha óptima gestão de tempo e viva os rapazes que ficaram a segurar as pontas para eu me ausentar 3 dias.Acima de tudo, viva o quase descanso, que dá para enganar o cansaço do corpitcho...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Por agora teclar? Não me parece boa ideia..
Por estes lados, o humor está péssimo. Não obstante do calor maravilhoso que se faz sentir e estar encafuada no escritório, rodeada de papéis e chamadas telefónicas, acabei de partir uma unha. E não era drama algum se a minha prima B. não tivesse de férias. Sim, porque eu sou daquelas gajas confessas que roía as unhas desde o tempo da primária, e que no final do ano passado se rendeu às maravilhas do gel. Uso-as sempre curtinhas, à cor do gel...Muito simples, nada artificiais. Mas são, e acabei de partir uma, o que não teria acontecido se não fosse eu tão distraída. E está-me a parecer que com a sorte que estou, ou paro de teclar ou então ainda parto outra antes da manutenção de urgência, que arranjei agora mesmo para daqui a nada.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Just a day...
Cansada e leve é como me sinto, acabadinha de chegar de Vidago. Nada como fazer uma viagem de regresso com a melhor amiga, a tagarelar e a cantar (?) como nos dá na real gana, a fumar uns cigarros e a soltar sorrisos. A testemunhar o sol tímido que se esconde atrás do Marão e que leva com ele as imagens de mais um dia. A rogar pragas ao meu carro que se lembrou de portar menos bem. E no final, ambas com a certeza que são momentos como estes que devem ser repetidos e valorizados, mesmo que só tenham sido exactamente 24horas. Noites ao relento embrulhados em mantas, desafinados a tentar acompanhar o som vaidoso da viola do M., a ziguezaguear nas bicicletas do tempo de meninice. A ponderar um banho nocturno na piscina ali mesmo ao lado, a abraçar um amigo só porque sim, porque apetece e nos faz tão bem. A recordarmos Quem mais adoro nesta vida, e que do alto do céu imensamente estrelado nos acompanha e sorri. Ligar à mamã e dizer que os adoro com toda a minha alma. Não ter pressa para deitar, e acompanhar os rapazes numas cartadas, mesmo que fique em último lugar. Partilhar tremoços e melão na noite longa e sentir a brisa nocturna que testemunha os nossos gestos. Deitar-me ao amanhecer, com o coração triste de saudades e ter o O. ao meu lado, atento, companheiro, ouvinte.
Momentos simples para muitos, extremamente valiosos para mim.
domingo, 9 de agosto de 2009
Weekend
Apartir de Vidago, na companhia dos amigos do coração, fica o desejo dum excelente fim-de-semana. Ainda no rescaldo da transcendente mensagem recebida directamente do Sudoeste. És uma menina linda também A. . Pelo passado, pelo presente e pelo que ainda está para vir, serás sempre a A. .
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Saltos e esplanada
Isto de ser gaja tem que se lhe diga. Serei a única a enfiar o salto cada vez que vou a uma dessas esplanadas à beira-mar? É que não há uma única vez que não me aconteça, e depois é ver-me embaraçada e a ruborizar a tentar solta-lo.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Et voilá!
É só para avisar que a balança e o meu vestidinho preto já se queixam. Não é que o sr.Viternum já está a fazer das suas?
A noite cobriu o meu corpo duma dor inigualável. Vi-Te ali tão perto mas não Te alcancei. Adormecida, presa num corpo que ja não me pertence, esforcei-me para Te tocar mas não consegui. Tentei controlar as facadas que magoam o meu peito, mas estas deram lugar a lágrimas de desespero por tantas saudades. Vi-Te lindo, menino a crescer ao meu lado, de mão dada a deixar-me na ama e a carinhosamente beijar-me a face. Vi-Te sentado no escritório, a interromper uma chamada e a lançares-me um sorriso pedindo-me para Te esperar uns instantes. Vi-Te de pé, com o teu jeitinho garoto, a terminar o pequeno-almoço, debruçado no balcão da cozinha onde tantas vezes nos sentamos. Vi-Te sorrateiro com os amigos que tanto amaste e que tanto choram a Tua ausência, que não Te esquecem nem conseguem seguir em frente. Vi-Te na Tua casa que tanto sonhaste, a decorar cada espaço, cada cantinho Teu. Vi-Te a projectares um futuro comigo, longo e carregado de ideias Tuas, minhas, nossas . Gravei cada palavra Tua e pedi que voltasses. Mas tal não foi possível. A noite sedou-Me e ofereceu-me a Tua visão e aconchego. Foi longa, saudosa e terrivelmente cruel. Estiveste tão perto que podia jurar que me tocaste. E tudo desapareceu com o amanhecer, com o inicio de mais um dia sem Ti, onde me procuro e não me encontro, onde me pergunto até quando conseguirei aguentar tamanha ausência. Busco palavras capazes de transmitir a dor da Tua partida. Em vão. O grito de tamanha facada trago-o na garganta. A vontade de viver ofereci-Ta naquele dia, naquele segundo que ditou a Tua partida.
Amo-te Irmão
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Vaidosa, eu?

imagem daí
Uma ida à praia e conclusões do quão vaidosa (não) sou. Não levo calça de ganga e o belo do salto 12 centímetros. Não vou maquilhada, com excepção de rímel preto waterproof, pois isto de ter pestanas loiras é complicado, para não dizer meio alienado. Não levo acessórios. Que me perdoe quem leva, mas não percebo qual é a piada de ir para a praia com brincos compridos, cheia de colares e com meio braço coberto por pulseiras. Bem me esforço mas não compreendo. Posto isto, a vaidade não me pesa na balança. Tenho dito.
sábado, 1 de agosto de 2009
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