terça-feira, 31 de março de 2009

Como se diz cá por casa não há como fugir ao destino. E infelizmente a morte tem rodeado toda a nossa familia. Hoje, um irmão da minha sogra (tio do Orlando) faleceu. Andava a pintar a casa e caiu da escada. Faleceu ali mesmo. Não foi de doença e nada o fazia prever. Mas o que é que nos faz estar exactamente no sitio errado, à hora errada? Agarro-me à ideia que é o destino e que nada nem ninguém pode fazer nada para o mudar. Apressadamente dirigi-me para casa dos pais do O. para oferecer um ombro amigo à minha sogra. E ao olha-la revi-me. Não na relação dela com o irmão que era mais distante da que tinha com o meu, mas no seu olhar. Incrédulo, distante, ansioso. Soube exactamente o que sentia. Poderia te-lo descrito ali, pormonorizadamente sem ninguém mo pedir. Mas todos os pormenores, por mais que fossem, resumir-se-iam no facto de não acreditar. E eu soube-o assim que a olhei. E ela soube-o assim que me olhou. As lágimas caíram para logo secarem. A sua preocupação era com os outros. Tal como outrora o fiz.

1 comentário:

Flor disse...

Uma perda é sempre uma dor incalculavel e sem fim...
Que mais posso eu dizer a não ser que sinto muito?
Beijinho para ti e para a tua sogra...perder alguem que amamos é terrivel...mas eu penso que quem "parte" olha sempre por nós...
mt força...