segunda-feira, 1 de março de 2010















Na cozinha, as duas da manhã entre ovos, salsichas, fiambre, batata frita e muita conversa, digo lhe:

eu : E depois, não sei como, já estava em cima da cadeira, em pleno restaurante a mostrar os meus sapatos lindos ...
ele : que eu te ofereci...
eu : e que eu andava a namorar há dias..
ele : os nossos filhos vão ser fantásticos, não vão?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Mudanças, outra vez

Um dia destes arrisco-me ao prémio Personalidade Mudanças. Nos últimos anos, não houve um em que não andasse a carregar caixas. Desta vez, são as instalações da empresa. Adiei algum tempo, muito por motivos sentimentais, mas para melhor muda-se sempre e no fundo acabo por mudar para um escritório que o meu Irmão já andava a namorar, bem ali ao ladinho de casa. As obras estão feitas (tenho um pai maravilhoso), já só falta carregar as 59353 peças que por aqui tenho. Deve ser de família. Ele guardava tudo, eu também. Encontrei agora caixas de telemóveis, daqueles antiguinhos, mais tijolos que outra coisa. Tenho até ao fim do dia para concluir isto. Wish me luck

17 meses (26/03)



De quem te ama.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



















O casamento aproxima-se. Faltam exactamente 11 dias e ontem diziam-me que não viam em mim o brilho de quem está prestes a dar passo tão grande. Tentei abrir o coração e explicar da melhor forma, ainda que a emoçao me tenha traído. Não tenho o sonho de casamento, nunca tive. Não vou, para já, casar na igreja. Não vou ter vestido de noiva, não vou ter quinta nem sequer igreja ou padre. Vou apenas à conservatória e almoçar com pais, padrinhos e avós. Uma momento simples, à minha imagem. No fundinho, sei que as amigas me irão abraçar com carinho numa surpresa já esperada, num dia tão especial para mim. O quotidiano manter-se-à como até então. No final do ano, o IRS será feito a dois. Perguntaram-me então porque decidimos casar após cinco anos juntos. A alma respondeu que para mim o casamento surgirá como uma celebração da relação que tanto me orgulho. Dos abraços e dedos entrelaçados ao entardecer, dos nossos corações companheiros, da cumplicidade que surge em cada olhar quando acordamos. Aquela assinatura terá essa enorme responsabilidade. Se imaginava que a minha vida se escreveria assim? Não. Mesmo sem algum dia ter feito disso um sonho, sempre O imaginei orgulhoso a sorrir-me. Com o olhar enternecido, levemente resmungão pelo meu atraso que seria certo. Ele sonhava com esse dia. Ainda hoje a mãe à mesa contava que ele dizia que a Irmã tinha que se casar. Um dia farei a festa que Ele tanto ansiava. Hoje não consigo. Amanhã também não, ainda que os pais com o olhar sofrido mo tenham proposto. Não teria coragem quando o ontem ainda grita no meu peito desta forma. Tentaram fazer-me ver o que eu sei, o que todos sabem. Mas não consigo ainda. E sei que no fundo só iria aumentar a dor deles, que tentam sobreviver a cada instante, que escondem as lágrimas assim que a minha chave roda naquela porta que testemunhou o nosso crescer cúmplice. Hoje fez-me uma falta imensa. No dia seis, num dia tão importante, será a maior ausência. Uma ausência que nunca será superada. Assim sem mais palavras.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Narciso Miranda não é o presidente da C.M.M.

Narciso Miranda não é presidente da Câmara Municipal de Matosinhos. Desculpem mas tinha que o escrever. Já me irrita ver por todo o lado (na SIC inclusivamente) o contrário, e as pessoas a tecerem criticas sem sequer estarem devidamente informadas. Haja paciência.

Aquela menina...

Perdida, divago em pensamentos alheios e confusos. Todos eles importam, mas a névoa não me permite fixa-los. Talvez seja uma das minhas maiores caracteristicas. Quando me encontro abalada com tanto pensamento, perco-me. E está escrito nos meus olhos. Não me consigo organizar. Porque para mim é difícil estabelecer prioridades e atribuir grau de importância quando diz respeito a pessoas que amo, que sempre me deram a mão. Fixo um ponto, bem longe do telemóvel que me chama à realidade, onde tudo está calmo. A brisa ainda sopra como outrora, arrastando consigo os ecos das gargalhadas quentes em final de tarde. Consigo ouvir o estalar de dedos e as cordas da guitarra. As conversas perdidas em tempos alheios, o brilho nos olhos miúdos, inconscientes da sua inocência, do amanhã. Frágil e franzina, vejo aquela menina loirinha cheia de esperança. O pé, levemente bronzeado, brinca distraído com as pedrinhas do chão. Ouço-a. Ouço-me. A alma fica apertada, sinto falta daquelas palavras, cheias de coragem e esperança. Azuis, levemente rosadas. O vento levou consigo essa menina. Hoje ela morre de saudades. E sofre com a Sua ausência. Às amigas, essas a quem o coração não tem dado descanso, ela oferece a mão e o abraço. Quando as palavras não saltam, os olhos falam por ela. Pede-lhes que não percam a esperança no amor, nem fechem o coração. A brisa trará as respostas. As lágrimas, essas têm que cair, as feridas têm que cicatrizar mas depois surgirá o amanhã e o depois, um novo bater. Feliz. Batidas nas quais, aquela garotinha loira, ainda acredita.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

do Carnaval...

Nunca me mascaro, e este ano vi muito menos gente a fazê-lo. Não vi tanta publicidade, ou talvez apenas estivesse menos atenta. Ainda assim, a francesinha estava óptima e o tango também. O Vintage com bom ambiente, e quente. Quente, quente como eu precisava. Depois claro, não faltaram as músicas brasileiras velhinhas, os 80's e os 90's, o amigo Charlie Brown e o I will survive. Muitas perucas, muitas asas (muitas mesmo), muita corneta e poucos confetti. Caipirinhas bem servidas, poucos mas bons amigos e muitos abraços. Cansaço previsível e terrível dor nos pés. A caminho do carro, o vento gelou-nos o rosto e acordou-nos. Soube-me bem chegar a casa, tão bem como esta noite.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ao ritmo duma música













E a blogoesfera ganhou hoje outro encanto. De coração. Sempre por perto.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Miar em fevereiro

Que o mês de Fevereiro é o mês dos gatos, já eu sabia. Que a minha Sissi ia miar que nem uma perdida, também. Agora que ia gritar que nem uma histérica, rastejar pela casa e revirar os olhos não estava a contar. Depois veio a fuga, e era ver-nos pelos quintais vizinhos, com o coração apertado a chamar por ela. E a senhorita, tola como estava, nem se dignava a espreitar. Foram 36 horas de angustia. E claro, não dormi, mal comi. Tive tempo para tudo. Até para fazer filmes e cenários, onde no mais simpático a minha Sissi tinha sido raptada pela minha vizinha, que se estaria a rir ao ver-me chamar pela gata debaixo da chuva. Na duvida por saber se estava a sofrer, cheguei a querer ter-lhe dado um ben-u-ron na vez da pílula (not). Na madrugada de segunda lá apareceu. A chorar como se não houvesse amanhã e a pedir colo. Deve ter emagrecido umas 300 gramas. Apeteceu-me dar-lhe umas palmadas. O coração não deixou. E a culpa, essa é da lua e deste terrível mês de Fevereiro.

Suspiros

Gosto tanto do leite-creme que a inquilina dos meus pais me oferece, que me sinto com coragem de convence-los a aceitarem, de hoje em diante, o valor da renda em leite-creme. Isso é que era.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Genial

Agora que andamos com o escritório às costas por estes lados, dou comigo a pensar em contratar algo do género para saber a opinião dos demais relativamente à mudanças de instalações da C.D. Como é que eu não tive essa ideia de génio mais cedo?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Complicar para que?













Em conversa um amigo comum convidou o O. para um jantar no sábado. Daqueles onde esposas e namoradas ficam à porta, ou melhor, nem lá chegam. Jantar de amigos, homens. O O. como sabe que costumo combinar as coisas com antecedência, e visto que não tínhamos falado nada para esse dia, respondeu afirmativamente. Muito naturalmente, sem levantar problemas. E foi isso mesmo que o nosso amigo estranhou. Segundo ele, o meu marido foi o único a responder prontamente, sem rodeios nem receios da reacção da esposa. E isto faz-me confusão. Qual é o problema dele as vezes sair com os amigos? Eu por vezes também saio com as raparigas, e faz-me um bem tremendo. Se um dia poderei ter um desgosto? Não acredito mas...Se ele um dia se portar mal, não vou usar a velha desculpa dás más influências pois ele já é grandinho de mais para se deixar influenciar. Também não me vou martirizar a pensar que deveria ter-me oposto à saída dele, pois acredito que se as coisas tiverem que acontecer acontecem, tanto à noite num bar, como à tarde no tasco da esquina. Se alguma coisa acontecer, é porque na nossa relação concerteza algo não estará bem. E para mim o casamento é a existência do nós na sua plenitude, mas sempre com respeito ao eu e tu. E acredito que assim vamos no caminho certo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Enfim

São casos como este que me revoltam e envergonham. Já nem falo do acidente em si, mas omissão de auxilio. Como é que este país pode andar para a frente...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cravada no coração

Não era miúda de tirar fotos. Mal surgia uma câmara no horizonte, era ver a Suspiro a fugir ou desviar-se. Hoje, procuro em todos os álbuns e pastas por fotos com Ele. Dos tempos de infância preenchia todas as paredes do nosso lar, do ontem não tenho uma. Uma sequer. Lembro-me semanas antes, no casamento do V., ter-me ocorrido tirar uma com Ele. Ficou pela lembrança, até hoje e por mais que tente não encontro explicação para não ter tomado iniciativa de o fazer. Aprendida a lição da pior forma, agora tiro fotos com os que amo, não vá a puta da vida pregar-me outra rasteira. Hoje, embora não possa ter nas minhas mãos, gravo a nossa fotografia no coração. Abraçados e sorridentes. O cigarro ligeiramente descido, a franja despenteada sobre os olhos, as mangas da camisa perfeitamente arregaçadas, o sorriso ligeiramente envergonhado. E essa foto vale ouro, ainda que nunca a tenhamos tirado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Boca do Lobo














Mondrian

Com orgulho, acompanho o sucesso merecido dum vizinho, e amigo de meu irmão, Pedro Sousa. Brilhante.

16 Meses

Para sempre.


Todo mundo é capaz de dominar uma dor, excepto quem a sente.
William Shakespeare

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Se há situação à qual sou sensível é ao facto de algumas pessoas possuírem capacidades psicológicas diferentes. Geralmente dizem-me que não posso ter pena. Mania que têm de chamar pena. Eu prefiro chamar-lhe sensibilidade, mas digam o que quiserem. Contudo, se conheço algumas que possuem uma alma grandiosa, outras deixam muito a desejar. Não sou hipócrita ao ponto de dizer que por vezes não sou condescendente. Sou. Mas teremos nós a obrigação de desculpar tudo, de justificar todas as situações? Desculpar quando apenas demonstram ser más e prejudicar todos? São questões com as quais me tenho debatido ultimamente. Sou normalmente criticada por ser boazinha de mais, mas não consigo não me indignar quando vejo pessoas a quem sempre justificam a sua maldade por isto e por aquilo. Se lhes dá para o mal, porque não para o bem também? Pelos vistos, mais vale esperar sentada pela resposta.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Não tarda muito..

Com as pérolas que me acontecem diariamente, um dia destes faço uma entrega de prémios aqui na CD. E há para todos os gostos. O prémio para você-deve-andar-enganadinha-há-aqui-algum-equivoco, menina-dê-cá-um-beijinho, eu-sou-assim-bruto-a-falar-quem-quer-quer, sou-um-chato-do-caraças-e-não-pago, entre outros que apesar de me deixarem com os nervos em franja, ainda me fazem soltar umas belas gargalhadas ao fim do dia. Eu aturo cada uma.

A culpa é da humidade

Viver perto do mar tem um único inconveniente. A humidade. Já não chegava esta chuva molha tolos, e ainda sentimos esta humidade que nos gela os ossos, que tem a capacidade de estragar, em segundos, o cabelo impecavelmente esticado. A culpa é da humidade. Eu juro que ando a pontos de ser confundida com esta senhora.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Não devia fumar.. mas e tal...


















Cada tolo com as suas manias, e se há coisa na qual sou uma chata é com aos cigarros. Para começar, nunca fumo em primeiro lugar o primeiro cigarro que tiro do maço. É automático. Não me perguntem porquê, mas se o fizer não me sabe bem. Não o marco nem nada disso, e se calhar ate o fumo em segundo ou em terceiro, mas nunca em primeiro. Depois só fumo uma marca. Sempre a mesma e sou incapaz fumar outra. E aqui surge a treta dos cigarros de outros países. Digam o que disserem, um Marlboro espanhol é diferente dum português, e não é só no preço. Nem o dos Açores é igual. Claro que com isto já nem falo dos cigarros de contrabando. Desses então, nem o fumo suporto. Posto isto, sei que da fama de esquisitinha não me livro, mas sou feliz assim.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Como sou uma miúda de apetites e vontades repentinas e como não gosto de me contrariar, vou só ali à Ferreira buscar um misto . Na volta, estarei concerteza com um humor mais refinado.
É impressionante o efeito que um sonho pode ter no nosso estado de espírito. Esta noite sonhei com uma personagem, daquelas que passam pela nossa vida e nós nem sabemos como, e com contornos de pesadelo acordei incomodada, com um nó no estômago e todos aqueles sentimentos angustiantes que nos revoltam as entranhas. Quando assim acontece é meio caminho andado para andar incomodada pela manhã. É que embora não tenha passado dum sonho, conseguiu deixar-me esquisitinha que só visto. Complicada eu...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Se é que já não ganhei

É impressionante como o tempo voa, parece que a F. nasceu há uns dias e ontem já fez um aninho. E era ver-me, qual madrinha babada, na festinha que lhe preparamos. Gosto tanto dela que só me apetece traze-la para casa. Mas a partilha deste pensamento normalmente descamba para uma conversa que já me irrita, Tá na altura de fazeres um, então e tu quando pensas ser mãe, já estás na idade... e esse teca-teca capaz de tirar a paciência a um Santo. Claro que entendo a pressão natural, tal como o facto de as pessoas não o dizerem por mal, mas experimentem ouvir a mesma conversa todos os dias. Todos os dias, em quase cinco anos. Não há um em que uma alma não me pergunte por filhos. Mas ainda ninguém parou para pensar que eu posso não me sentir preparada? Ou que pura e simplesmente posso não querer? Ou que se calhar quero, mas ainda não calhou? Ou que 1001 coisas? Arre..Fico enervada só de pensar e já avisei, não tarda nada ainda ganho cisma. É que não há paciência.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Rrrrssss..

Descobri que além de ter que pagar mais por ter marcado o casamento para um sábado, a despesa aumentou pelo regime que escolhemos. Está bonito isto...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ups















Assistir ao filme He's Just Not That Into You , com a minha melhor amiga no dia em que ela terminou um relacionamento, talvez não tenha sido uma das minhas melhores ideias.

Estamos sempre a aprender...

Do Ídolos de ontem,

No Brasil dizem brega,
Na capital foleiro,
E nós por cá o maravilhoso azeiteiro.

Posto isto, a taça vem para a Invicta.












Iguais a nós próprios, soaram as doze badaladas e nós ainda dispersos. Uns segundos depois, abraços sentidos, beijinhos e votos dum bom ano novo, sempre melhor que o velhinho 2009. Desejei dar-Te um abraço, olhei o céu que por momentos ficou limpo e sorri-Te. O frio não ajudou, os vestiditos também não. A S. não estava claramente nos seus dias, e passamos o dia a combinar e a descombinar o Reveillon. Quase, quase que ia busca-la à cama. Dados os votos, despedi-mo-nos dos amigos e os três, eu , o O. e ela rumamos ao Triplex, para ali passarmos umas boa horas na treta. Cigarro aqui, balão ali, telefonemas muitos telefonemas da C. que divertida me ligava a cada dez minutos. Depois tudo igual a 2009. A mesma rotina de sábado e a limpeza a fundo na casa. Os mesmos vizinhos simpáticos, o mesmo café cor-de-rosa na esquina, os mesmos sons, o mesmo transito, o mesmo horizonte. As mesmas tardes de domingo enroscada nos cobertores, sonolenta a tentar concentrar-me num qualquer filme. Os mesmos dias com um 10 no fim. Só isso mudou.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

De 2009

Deste ano levo uma catrefada de casamentos e o prazer de conhecer a S.V. O nascimento da Filipa. Levo a desistência do ginásio após dois meses, muitas caipirinhas e alguns convívios à boa maneira tripeira. Muitos croissants, francesinhas e pequenos-almoços tardios. Levo noites mal dormidas, preguicite aguda e muito muito trabalho que me fez fortalecer a C.D. Foi um ano de expansão e conhecimentos adquiridos. Duas visitas à capital para retemperar o coração cheio de saudades. Fortaleci as amizades de sempre, conheci novas pessoas. Umas valerão apena, outras nem tanto mas caminhei sempre em frente. Levo desgostos e alegrias, lágrimas e sorrisos. A Tatuagem. Em 2009 não O vi, no entanto a Sua imagem continua tão viva como da última vez que tivemos juntos. Infinitas vezes pedi para os meus pais, ajuda a Deus, ao mesmo Deus que Mo tirou. De 2009 levo as brisas quentes que me acompanharam nos finais de tarde, enquanto olhava o horizonte à Sua procura. As lágrimas escondidas apressadamente ao chegar a casa. Levo muitas perguntas, poucas respostas. Levo-O para sempre no coração, com o mesmo amor, com o mesmo carinho e infinito orgulho. 2009 foi o ano da ausência. Da Tua ausência Irmão, que tantas falta me fazes.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Dos Ídolos, para esquecer

O Carlos e a sua expressão ao agradecer os comentários do júri. A voz melosa e os olhos semi-cerrados. Que enjoo. A Cláudia V. e o seu estão-tão-grávida-que-ninguém-me-cala. O Salvador pseudo-humilde. Juro que não entendo este zururu à sua volta. Para finalizar, o Filipe canta bem que se farta, mas juro que fujo se um dia me cruzo com ele, e me vira aquele olhar psicadélico.

À M.














Enquanto meio mundo anda sorridente com a quadra natalícia, a minha querida M. sofreu uma perda. Daquelas que a Natureza cruel se encarrega, assim sem justificações nem avisos. Daquelas que nos fazem questionar a justiça desta vida, que nos arrancam sonhos e nos deixam em lágrimas. Gostava de conseguir voar e dar-lhe aquele abraço apertadinho que tão bem sabe em momentos como este. Gostava de poder dizer-lhe que o amanhã a fará sorrir novamente e que mais cedo ou mais tarde outro teste positivo virá. Não o digo, para já. Aprendi que as palavras devem vir na altura certa, se é que ela existe, e que embora não façamos por mal, existem coisas que magoam assim só de ouvir, só de pensar, quando o recente ainda é tão presente. Magrela o meu coração está convosco, ainda que com esta A1 pelo caminho. Ao P. um abraço daqueles apertadinhos. No Norte, uma casa vos espera. Tão minha quanto vossa.

sábado, 26 de dezembro de 2009

15 Meses

E a minha alma vai ficando cada vez mais sombria.
Amo-te Irmão.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009














Sissi

Era tudo mais fácil se não fizesse este frio descomunal..

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Anúncio Lidl



Para mim, o melhor anúncio deste Natal.
Palavras para quê?













Imagem daí

Por estes lados o tempo não rende e a temperatura não ajuda. Ai as saudades que eu tenho das minhas chinelas. Os dias na capital souberam a pouco mas deu para lavar a alma. As amigas continuam Elas que só Elas, sempre atentas, com a palavra certa, com o silêncio no momento preciso e o ombro sempre presente. Há amizades que nem a distância arrefece. Houve tempo para boas novidades, como o bebé que a Magrela da Margem Sul espera. Tias babadas que já somos. Partilhei a minha passagem pelo registo daqui a uns meses,diz que sim, que estou noiva. Lisboa continua a receber-me de braços abertos. Ao chegar ao Chiado os telefonemas multiplicaram-se com palavras de coragem, mas que me estavam a deixar com os nervos em franja por não saber o que esperar. Como é que é meus queridos? Afinal não custa nada. Valeu apena esperar catorze meses para fazer a tatuagem, não poderia ter ficado mais perfeita. O tempo voou e devolveu-me rapidamente à Invicta. Ao passar a portagem doeu-me a alma, já fui muito feliz na cidade que ficava para trás. O adeus não saiu, fiquei-me por um até já.

sábado, 12 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009















Scarlet Johanson

Começo a achar que ou este tempo melhora, ou arrisco-me a receber descomunais contas de electricidade. Nem a do escritório vai escapar.

A arte de sermos iguais e tão diferentes
















Kate Moss

Suspiro em versão noctívaga não é, já foi. Não que não saia de vez em quando para dançar, beber umas caipirinhas e dar à língua durante horas seguidas, mas não o faço com a frequência de outrora. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e tudo tem o seu timming.Ainda assim, uma vez por outra lá lá dou um salto ao Triplex ou ao Vintage, duas das poucas casas que ainda me conseguem tirar do conforto do lar. Este fim-de-semana não deu para escapar à noitada, o dever impera sempre. E lá fui eu, ali para os lado de Guimarães, à inauguração de uma discoteca na qual tinha montado sistema, para certificar que tudo corria bem, e que não surgia alguma dúvida ou problema de última hora. E constatei que em algumas coisas somos todos iguais. Todos deixamos tudo para a última da hora, todos respiramos frenesim ansioso em situação de stress, todos nos movimentamos rapidamente ainda que pouco ou nada estejamos já a fazer, todos mal-dizemos a nossa vida por as coisas não terem sido programadas atempadamente. Não foi o caso do meu Sistema, mas naturalmente e ainda para mais numa inauguração daquela envergadura houveram situações que só foram resolvidas momentos antes. E o nervoso miudinho que isso provocou, a piada que eu achei. É impressionante a capacidade de pormenores que nos podem escapar. Numa situação assim, um carimbo, um reles carimbo assume uma importância feroz, e não fosse o O. às 23h40 ainda se encontrar pertinho do NorteShopping, e já antevia uma catástrofe. Depois, começam a chegar os clientes, os amigos, os amigos dos amigos. Todos vaidosos, de sorriso de orelha a orelha, sem no entanto conseguir esconder o rosto vermelho pelo frio que se fazia sentir. E a experiência ou não de uma equipa verifica-se no boom de saída, nas caixas e bengaleiro. Os amigos já não são tão amigos, o álcool já fala por alguns clientes e o sono por outros, e a compreensão não é, já foi. E aprendem-se grandes lições, assim a trabalhar das 19 às 8 da manhã, ainda que como mera espectadora do funcionamento da discoteca, ainda que tenha apreciado de longe/perto. E vi cada personagem, cada ceninha..OMG!!E não apenas no campo profissional, acima de tudo constatei que embora possamos ser iguais em muito, no todo somos realmente todos (muito) diferentes. Aliviada pensei o quão bom é que assim seja. Sorri, olhei para a porta de saída e vi a luz do dia, ensonada apertei o casaco. O gelo da manhã cortou-me o rosto, a luz solar magoou-me a vista mas o importante é a sensação de dever cumprido, e essa trouxe-a comigo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

14 Meses













"Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida... Saudade é sentir que existe o que não existe mais... Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam... Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou. E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido."

Pablo Neruda , Imagem daí



Amo-te Irmão,
Até sempre.