É impressionante o efeito que um sonho pode ter no nosso estado de espírito. Esta noite sonhei com uma personagem, daquelas que passam pela nossa vida e nós nem sabemos como, e com contornos de pesadelo acordei incomodada, com um nó no estômago e todos aqueles sentimentos angustiantes que nos revoltam as entranhas. Quando assim acontece é meio caminho andado para andar incomodada pela manhã. É que embora não tenha passado dum sonho, conseguiu deixar-me esquisitinha que só visto. Complicada eu...
"Perhaps they are not stars, but rather openings in heaven where the love of our lost ones pours through and shines down upon us to let us know they are happy."
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Se é que já não ganhei
É impressionante como o tempo voa, parece que a F. nasceu há uns dias e ontem já fez um aninho. E era ver-me, qual madrinha babada, na festinha que lhe preparamos. Gosto tanto dela que só me apetece traze-la para casa. Mas a partilha deste pensamento normalmente descamba para uma conversa que já me irrita, Tá na altura de fazeres um, então e tu quando pensas ser mãe, já estás na idade... e esse teca-teca capaz de tirar a paciência a um Santo. Claro que entendo a pressão natural, tal como o facto de as pessoas não o dizerem por mal, mas experimentem ouvir a mesma conversa todos os dias. Todos os dias, em quase cinco anos. Não há um em que uma alma não me pergunte por filhos. Mas ainda ninguém parou para pensar que eu posso não me sentir preparada? Ou que pura e simplesmente posso não querer? Ou que se calhar quero, mas ainda não calhou? Ou que 1001 coisas? Arre..Fico enervada só de pensar e já avisei, não tarda nada ainda ganho cisma. É que não há paciência.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Rrrrssss..
Descobri que além de ter que pagar mais por ter marcado o casamento para um sábado, a despesa aumentou pelo regime que escolhemos. Está bonito isto...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Estamos sempre a aprender...
Do Ídolos de ontem,
No Brasil dizem brega,
Na capital foleiro,
E nós por cá o maravilhoso azeiteiro.
Posto isto, a taça vem para a Invicta.
No Brasil dizem brega,
Na capital foleiro,
E nós por cá o maravilhoso azeiteiro.
Posto isto, a taça vem para a Invicta.

Iguais a nós próprios, soaram as doze badaladas e nós ainda dispersos. Uns segundos depois, abraços sentidos, beijinhos e votos dum bom ano novo, sempre melhor que o velhinho 2009. Desejei dar-Te um abraço, olhei o céu que por momentos ficou limpo e sorri-Te. O frio não ajudou, os vestiditos também não. A S. não estava claramente nos seus dias, e passamos o dia a combinar e a descombinar o Reveillon. Quase, quase que ia busca-la à cama. Dados os votos, despedi-mo-nos dos amigos e os três, eu , o O. e ela rumamos ao Triplex, para ali passarmos umas boa horas na treta. Cigarro aqui, balão ali, telefonemas muitos telefonemas da C. que divertida me ligava a cada dez minutos. Depois tudo igual a 2009. A mesma rotina de sábado e a limpeza a fundo na casa. Os mesmos vizinhos simpáticos, o mesmo café cor-de-rosa na esquina, os mesmos sons, o mesmo transito, o mesmo horizonte. As mesmas tardes de domingo enroscada nos cobertores, sonolenta a tentar concentrar-me num qualquer filme. Os mesmos dias com um 10 no fim. Só isso mudou.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
De 2009
Deste ano levo uma catrefada de casamentos e o prazer de conhecer a S.V. O nascimento da Filipa. Levo a desistência do ginásio após dois meses, muitas caipirinhas e alguns convívios à boa maneira tripeira. Muitos croissants, francesinhas e pequenos-almoços tardios. Levo noites mal dormidas, preguicite aguda e muito muito trabalho que me fez fortalecer a C.D. Foi um ano de expansão e conhecimentos adquiridos. Duas visitas à capital para retemperar o coração cheio de saudades. Fortaleci as amizades de sempre, conheci novas pessoas. Umas valerão apena, outras nem tanto mas caminhei sempre em frente. Levo desgostos e alegrias, lágrimas e sorrisos. A Tatuagem. Em 2009 não O vi, no entanto a Sua imagem continua tão viva como da última vez que tivemos juntos. Infinitas vezes pedi para os meus pais, ajuda a Deus, ao mesmo Deus que Mo tirou. De 2009 levo as brisas quentes que me acompanharam nos finais de tarde, enquanto olhava o horizonte à Sua procura. As lágrimas escondidas apressadamente ao chegar a casa. Levo muitas perguntas, poucas respostas. Levo-O para sempre no coração, com o mesmo amor, com o mesmo carinho e infinito orgulho. 2009 foi o ano da ausência. Da Tua ausência Irmão, que tantas falta me fazes.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Dos Ídolos, para esquecer
O Carlos e a sua expressão ao agradecer os comentários do júri. A voz melosa e os olhos semi-cerrados. Que enjoo. A Cláudia V. e o seu estão-tão-grávida-que-ninguém-me-cala. O Salvador pseudo-humilde. Juro que não entendo este zururu à sua volta. Para finalizar, o Filipe canta bem que se farta, mas juro que fujo se um dia me cruzo com ele, e me vira aquele olhar psicadélico.
À M.

Enquanto meio mundo anda sorridente com a quadra natalícia, a minha querida M. sofreu uma perda. Daquelas que a Natureza cruel se encarrega, assim sem justificações nem avisos. Daquelas que nos fazem questionar a justiça desta vida, que nos arrancam sonhos e nos deixam em lágrimas. Gostava de conseguir voar e dar-lhe aquele abraço apertadinho que tão bem sabe em momentos como este. Gostava de poder dizer-lhe que o amanhã a fará sorrir novamente e que mais cedo ou mais tarde outro teste positivo virá. Não o digo, para já. Aprendi que as palavras devem vir na altura certa, se é que ela existe, e que embora não façamos por mal, existem coisas que magoam assim só de ouvir, só de pensar, quando o recente ainda é tão presente. Magrela o meu coração está convosco, ainda que com esta A1 pelo caminho. Ao P. um abraço daqueles apertadinhos. No Norte, uma casa vos espera. Tão minha quanto vossa.
sábado, 26 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Imagem daí
Por estes lados o tempo não rende e a temperatura não ajuda. Ai as saudades que eu tenho das minhas chinelas. Os dias na capital souberam a pouco mas deu para lavar a alma. As amigas continuam Elas que só Elas, sempre atentas, com a palavra certa, com o silêncio no momento preciso e o ombro sempre presente. Há amizades que nem a distância arrefece. Houve tempo para boas novidades, como o bebé que a Magrela da Margem Sul espera. Tias babadas que já somos. Partilhei a minha passagem pelo registo daqui a uns meses,diz que sim, que estou noiva. Lisboa continua a receber-me de braços abertos. Ao chegar ao Chiado os telefonemas multiplicaram-se com palavras de coragem, mas que me estavam a deixar com os nervos em franja por não saber o que esperar. Como é que é meus queridos? Afinal não custa nada. Valeu apena esperar catorze meses para fazer a tatuagem, não poderia ter ficado mais perfeita. O tempo voou e devolveu-me rapidamente à Invicta. Ao passar a portagem doeu-me a alma, já fui muito feliz na cidade que ficava para trás. O adeus não saiu, fiquei-me por um até já.
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sábado, 12 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A arte de sermos iguais e tão diferentes

Kate Moss
Suspiro em versão noctívaga não é, já foi. Não que não saia de vez em quando para dançar, beber umas caipirinhas e dar à língua durante horas seguidas, mas não o faço com a frequência de outrora. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e tudo tem o seu timming.Ainda assim, uma vez por outra lá lá dou um salto ao Triplex ou ao Vintage, duas das poucas casas que ainda me conseguem tirar do conforto do lar. Este fim-de-semana não deu para escapar à noitada, o dever impera sempre. E lá fui eu, ali para os lado de Guimarães, à inauguração de uma discoteca na qual tinha montado sistema, para certificar que tudo corria bem, e que não surgia alguma dúvida ou problema de última hora. E constatei que em algumas coisas somos todos iguais. Todos deixamos tudo para a última da hora, todos respiramos frenesim ansioso em situação de stress, todos nos movimentamos rapidamente ainda que pouco ou nada estejamos já a fazer, todos mal-dizemos a nossa vida por as coisas não terem sido programadas atempadamente. Não foi o caso do meu Sistema, mas naturalmente e ainda para mais numa inauguração daquela envergadura houveram situações que só foram resolvidas momentos antes. E o nervoso miudinho que isso provocou, a piada que eu achei. É impressionante a capacidade de pormenores que nos podem escapar. Numa situação assim, um carimbo, um reles carimbo assume uma importância feroz, e não fosse o O. às 23h40 ainda se encontrar pertinho do NorteShopping, e já antevia uma catástrofe. Depois, começam a chegar os clientes, os amigos, os amigos dos amigos. Todos vaidosos, de sorriso de orelha a orelha, sem no entanto conseguir esconder o rosto vermelho pelo frio que se fazia sentir. E a experiência ou não de uma equipa verifica-se no boom de saída, nas caixas e bengaleiro. Os amigos já não são tão amigos, o álcool já fala por alguns clientes e o sono por outros, e a compreensão não é, já foi. E aprendem-se grandes lições, assim a trabalhar das 19 às 8 da manhã, ainda que como mera espectadora do funcionamento da discoteca, ainda que tenha apreciado de longe/perto. E vi cada personagem, cada ceninha..OMG!!E não apenas no campo profissional, acima de tudo constatei que embora possamos ser iguais em muito, no todo somos realmente todos (muito) diferentes. Aliviada pensei o quão bom é que assim seja. Sorri, olhei para a porta de saída e vi a luz do dia, ensonada apertei o casaco. O gelo da manhã cortou-me o rosto, a luz solar magoou-me a vista mas o importante é a sensação de dever cumprido, e essa trouxe-a comigo.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
14 Meses

"Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida... Saudade é sentir que existe o que não existe mais... Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam... Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou. E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido."
Pablo Neruda , Imagem daí
Amo-te Irmão,
Pablo Neruda , Imagem daí
Amo-te Irmão,
Até sempre.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Para mim não..
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Nos meus sonhos..
Nos meus sonhos não encontro obstáculos. As dificuldades estão lá, pois nunca seria feliz tendo tudo de mão beijada, mas ultrapasso-as e provo a mim mesma o quão longe consigo voar. Nos meus sonhos sou livre. Posso ser eu, apenas eu sem preocupações, nem entraves. Nos meus sonhos posso voar. Não me vejo as asas, não estão lá, talvez não combinem comigo. Quando a dor aperta vou ao Seu encontro, e trocamos um abraço profundo. Consigo estar em qualquer lado assim o deseje, num pequeno gesto estou junto dos que amo e junto de quem realmente precisa. Nos meus sonhos tudo é plano. Não há cá segundos nem terceiros andares. E assim nos espelhamos todos. A superioridade é um termo que pouco ou nada nos diz, mas ele existe. Hierarquias apenas. Nos meus sonhos não tenho que provar nada a ninguém. Sou transparente como até então, apenas perco um pouco da ingenuidade. Nos meus sonhos não encontro apenas o rosa. Não, não sonho com isso. Sonho em azul, verde, amarelo, laranja. O preto não existe, nem tem lugar. Nos meus sonhos eu permito-me sonhar e voar alto. Sonho que não perdi a capacidade de sonhar.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Parva pah!

Blake Lively
Sabia que tinha tirado a manhã de segunda para algo, mas não me lembrava o quê. Não fui ver à agenda por pura preguicite de fim-de-semana. Não me apeteceu. Soube agora por telefone que me esqueci uma consulta no dentista. Juro que não me lembrava, e fui sincera com a telefonista, podia ter inventado 1001 desculpa, um acidente, mas não. Sei que é chato, que têm as suas agendas e então disse a verdade, que até estava em casa mas que me esqueci completamente, seguido naturalmente dum sincero pedido de desculpas. Mas em dois minutos a dita telefonista ou o raio que a parta passou de simpática a parva, muito parva. Então não é que ela exasperada só insistia que eu devia ter avisado, e que para a próxima ao menos que o fizesse. Enervou-me o suficiente para as próximas 72horas. Oh minha grandessissíma estúpida, qual foi a parte do esqueci-me que não entendeste? Se me esqueci como é que querias que eu avisasse?
Obviamente as palavras menos simpáticas ficaram apenas pela vontade de as dizer, ela que até tinha razão perdeu-a só por falar como falou.
domingo, 22 de novembro de 2009
Victoria Secret
sábado, 21 de novembro de 2009
Não gostei..

Hoje foi o dia das molhas monumentais. Mas desenganem-se, não foram fruto de rebeldia ou mesmo romantismo, daqueles em que procuramos sentir a chuva no rosto e na alma, apenas porque sim. Antes fosse. Começou pela manhã na feira, fez uma pausa para almoço, e depois segui-se no cemitério. As minhas botas coitadas, não aguentaram a pressão e puff, pés molhados. E é daquelas coisas, a roupa molhada aguenta-se, o cabelo a pingar para o rímel também, mas quando os pés estão encharcados sobe-me o desconforto à espinha e adeus cara de bons amigos, adeus Suspiro simpática. Depois claro está, chegada a casa só queria era tirar a roupa rapidinho e toca a deixa-la espalhada por onde passava. E aprendi assim, em dois minutos, como deixar em bagunça uma casa acabadinha de limpar. Oh God! E só tu sabes como eu adoro(not) a minha versão Fada do Lar.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Sou só eu?
Chuva , Mariza

As coisas vulgares que há na vida Não deixam saudades Só as lembranças que doem Ou fazem sorrir Há gente que fica na história da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir São emoções que dão vida à saudade que trago Aquelas que tive contigo e acabei por perder Há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer A chuva molhava-me o rosto Gelado e cansado As ruas que a cidade tinha Já eu percorrera Ai... meu choro de moça perdida gritava à cidade que o fogo do amor sob chuva há instantes morrera A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade E eis que ela bate no vidro Trazendo a saudade.
Fiquei a conhecer a música através deste blog. Fica aqui a minha vénia à Qel, pelo extremo bom gosto e pela forma sentida como escreve.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Rita
Foi-me oferecida por um daqueles namoradinhos de adolescência já lá vão dez anos. Era uma gata meiga, esperta e com espírito de liberdade imenso. Era muito dona do seu nariz.. O meu Mano em tom risonho chamava-lhe nomes impróprios. A Rita fazia parte da mobília, de tanto que eu gostava dela. Há quatro dias desapareceu. Andava com o coração apertadinho, procurei-a sem fim. Tentei não dramatizar pois este lar está mais escuro a cada dia que passa. Hoje foi um dia daqueles, e andava com o coração (ainda mais) apertado. Ao anoitecer ela apareceu na entrada da porta. Só me lembro ver que não tinha um olho. Em choque, pedi ajuda e mais uma vez os meus pais demonstraram o quão PAIS são. A minha mãe acamada levantou-se para fazer o que não tive coragem. Não tive coragem para olha-la novamente. Em quinze minutos arranjei um Veterinário aberto, enchi-me de falsa coragem e com o O. fui leva-la. Foi das coisas mais tristes que fiz na minha vida, mas tinha que aliviar o sofrimento atroz que tinha. Em lágrimas implorei que fosse rápido e meigo, virei costas, olhei o céu e entreguei-a à sua paz. A Rita era minha companheira há dez anos, e a grande prova de afecto que lhe dei foi livra-la do sofrimento. Pelo companheirismo, por estes dez anos, obrigado Rita. A minha menina.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Aceitam-se apostas...
A ser verdade, aceitam-se apostas sobre quanto tempo demorará a senhora a acusar o dito cujo de agressão física.
Que má que estou hoje.
Que má que estou hoje.
O meu nariz
Já não me lembrava quando havia caído pela última vez. Bom sinal. Na terça-feira acordei cedo, mal-humorada e só um banho bem quente me poderia animar. Não cheguei a essa parte. À entrada do quarto de banho, tropecei o andar apressado no chão húmido, escorreguei e o resultado foi uma valente queda mesmo com o nariz e testa na tijoleira fria (e dura). O que se passou a seguir foi surreal. A Daisy e a Sissi devem ter achado que estava a brincar com elas e toca a saltitar à minha volta, ainda a quente quis-me levantar mas não tive forças. Repetia a mim mesma vá lá não vais chorar, já passou, não sejas mariquinhas. Quando consegui elevar o tronco só via sangue no chão e o nariz a pingar. Da forma mais calma que me permiti chamei o O, e só lhe pedi para pôr a mão no nariz para ver se o tinha partido, não tinha coragem para o fazer. Ele em pânico disse-me que não, ajudou-me a levantar e limpou-me. As lágrimas saltavam silenciosas no meu rosto. O estômago deu voltas e mais voltas e manifestou-se.Talvez dos nervos. Hoje, ainda me doí a testa, tenho o nariz inchado mas já fui devidamente medicada. Já já passa, embora inexplicavelmente chore de cada vez que me lembro da queda.
Avisa?
E vai ter tempo para morrer?
A pergunta surgiu dum médico simpático quando veio à baila o meu jeito apressado e corrido, e percebi a sua chamada de atenção em relação ao modo como hoje vejo a vida. Não o fez de forma abrupta, limitou-se a deixar-me a pensar. Sorriu, e após uma pausa mudou o rumo da conversa. E assim, dei comigo a pensar até que ponto vale levarmos a vida a correr. Será que não deixamos esquecidos momentos que nos poderiam fazer (ainda mais) felizes? Obviamente a vida é uma luta constante e temos batalhar para alcançarmos tudo a que nos propomos, mas no final valerá apena? O que levamos connosco? Sou uma miúda naturalmente apressada. Sempre fui, nem me conheço de outra forma. Mas fiquei a pensar se não estarei a descuidar o que me rodeia e é realmente importante para mim. A morte avisa quando está para chegar?
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Desafio "Eu"..

~
O Enzo lançou-me este desafio. Merci :)
Eu já... conduzi em sentido contrário.
Eu nunca... viajei com o meu marido.
Eu sei... reconhecer quando erro.
Eu quero... recuar no tempo.
Eu sonho... em ter um filho.
Eu anseio.. um reencontro eterno.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Parabéns Pai
Podia perder horas a escrever o porque de ele ser o melhor Pai do mundo. Mas prefiro dizer-lho. Não são poucas as vezes que o faço. Digo-lho de coração e demonstro-lhe o imenso orgulho que tenho em ser sua filha. Todos os momentos que passo na sua companhia parecem-me curtos. Adoro os momentos após as refeições, em que ficamos ali horas a soltar conversa. Retrato-lhe o meu dia, abro-lhe o meu coração. Não o querendo preocupar digo-lhe tudo, mesmo quando o tudo não é assim tão bom. Retiro-me quando lhe vejo os olhos marejados, pois sei que evita demonstrar dor na minha presença. Peço que o faça, que de mão dada temos que nos apoiar neste momento que nos feriu de morte, mas compreendo quando em surdina a minha mãe diz que ele não me quer ver sofrer. Fico orgulhosa por ainda hoje, mesmo estando casada, ele se preocupar comigo como se fosse ainda aquela menina loirinha, franzina que corria despreocupada pelos pátios. Fico orgulhosa quando ouço o já habitual não te quero sozinha na rua ou o tens que te alimentar. Sei que leva a sua vida também por mim, porque sabe que preciso dele. Hoje faz 56 anos. Continua o homem bonito que sempre foi. Os olhos, esses perderam o brilho de outrora mas continuam verdes, num verde que salta à vista no seu rosto perfeito. É um Homem bonito, muito bonito. Ao olha-lo encontro traços do meu Irmão. E quase que consigo vê-Lo nos seus pensamentos. Hoje quis-lhe pedir que não chorasse. Que Ele, o seu Filho, está lá em cima a sussurrar-lhe os parabéns, sorridente e menino. Não fui capaz. Dei-lhe um beijinho, baixei o olhar e retirei-me. Revoltada pela vida madrasta, revoltada com tanta pedra nas nossas vidas. Sei o valor que tem e demonstro-lho. Agradeço-lhe a mão sempre estendida não só a mim como a quem escolhi para passar o resto da minha vida. O meu pai faz hoje 56 anos, as nossas almas estão cinzentas como o céu chuvoso mas estou feliz por o ter ao meu lado. Logo, sorrateiramente, virão os familiares e amigos dar-lhe um abraço. Os meus amigos que são amigos dele também, e isso não se paga. Hoje Pai é o teu aniversário, e como em outros tantos dias, eu e Ele estamos contigo de alma e coração. Assim..sem reservas.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Um dia..
Um dia não olharei para trás. O meu pescoço manter-se-à em frente, na linha do futuro, sem medo de o enfrentar. As mágoas passadas ficarão escondidas num outrora não encontrado. A perda mortífera ficará e acompanhar-me-à sempre. Um dia olharei em frente e terei esperança num futuro risonho, uma esperança brilhante que me dirá que tudo tem uma razão e que as linhas da vida escrevem correctamente ainda que nos magoem. Um dia serei capaz de recordar-Te com um sorriso. Não que não o faça agora, mas um dia terei a capacidade para entender as vicissitudes da vida. A maldade não será vista em todo o lado apenas porque sim, porque é mais fácil. Um dia, o amanhã será o que desejo e será aí que irei buscar forças para continuar. As palavras que agora existem deixarão de fazer sentido e as dificuldades serão apenas uma triste recordação. Um dia irá terminar o amanhecer revoltado, choroso, e conTigo no coração levarei a minha vida para a frente, sem apertos e com a esperança que Te encontras bem, num local cheio de luz onde torcEs por nós, aguardando em paz o nosso reencontro que esperAs ser tardio. Um dia os meus olhos não enfrentarão o vazio da incerteza, e inundar-se-ão de orgulho do que fui, de quem sou e o silêncio encarregar-se-à do reconhecimento. Um dia as palavras sairão soltas, sem mágoas, sem espaços para mal-entendidos e ecoarei o grito mudo que trago no peito. Um dia, quando não sei, retomarei a menina que fui um dia, ao olhar o céu repleto de estrelas serei capaz de Te ver, e contar-Te-ei tal como sempre fosTe. Sem reservas, farei o Teu retrato. E os testemunhos virão de todo o lado, como se do ontem se tratasse. Imagino-nos junto ao mar nocturno, com a areia gelada a inundar-nos a pele, aquecidos por uma fogueira a recordar-Te. A bom rir do que fosTe e serÁs sempre, a chorar os Teus sorrisos. Os primos irão dizer a meninice garota, os amigos o companheirismo que sempre Te caracterizou Surgirá o Bruno amigo, o Bruno Vida Gorda, e comigo surgirá apenas o Bruno e tudo que Ele representa. Um dia serei capaz de retratar-Te sem receio do amanhã e olharei bem em frente, corajosa. A minha voz não irá tremer quando me questionarem se tenho irmãos, o sim surgirá imponente. Sim tenho um, o melhor de todos. Um dia, não sei quando, adormecerei na esperança que ainda me reconheçAs, que me tenhAs seguido os passos com orgulho, e que de olhos fechados e alma aberta consiga sentir a Tua mão estendida. Para sempre..
Haja paciência..
domingo, 1 de novembro de 2009
Us..
Esta noite elogiei-lhe a calma quando ferve em pouca água. Ele, a olhar o nada, disse-me em tom de lembrança, que lhe mói pensar, que lhe mói recordar que levou um tiro, um tiro com intuito desesperado de o matar, assim sem motivo algum. E que isso marca e muda um ser. Ele não é perfeito, eu também não. Tivemos um inicio de vida a dois atribulado, muito por fruto da nossa imaturidade, embora eu com 21 anos achasse que já sabia tudo. Sentia-me pronta para conquistar o mundo a seu lado. E assim foi. Aprendemos a lidar com o espaço um do outro, adoptamos a palavra nosso. Mas tivemos sempre a capacidade de encaixe para o eu e tu. Hoje sei perfeitamente quando posso explodir ou não. Sei exactamente quando estou prestes a pisar a red line que o fará perder as estribeiras, e não me importo de adiar um pouco a resolução quando sei que assim o faremos com mais inteligência, mais calmos. Não sou orgulhosa com ele. Não preciso de o ser. Ele sabe quando a minha alma está aos gritos. Sabe quando falo com ele mas o pensamento vai longe. Decifra as minhas expressões e tem uma capacidade única para lidar com as minhas constantes mudanças de humor, que não são muito fáceis. Batalhamos para o mesmo e os nossos sonhos caminham de mãos dadas, transparentes. Entre muitas coisas, admiro-lhe a responsabilidade e o sentido de família. Sei que deseja aumenta-la. Defendemo-nos ferozmente, e sabemos disso mesmo sem o comentarmos. Talvez por sermos amigos desde sempre, talvez por o nosso amor ter surgido de forma tão leve, sei lidar com ele como ninguém e quem me rodeia por vezes surpreende-se. Surpreende-se como me posso manter calma, por exemplo, quando ele está exaltado com algo e não interfiro, ao contrario do que costumam fazer. Mas eu sei que ele prefere assim, que desta forma leva as coisas a bom porto, protegendo-me/nos sempre, dos momentos parvos que a todos nos surgem. E assim caminhamos, cuidamos,dialogamos. Não é o diálogo o segredo duma relação?
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Ele há dias...
Esgotam-me dias assim. Dias em que as 8h30 já estou no banco, ensonada e rabugenta com o cinzento matinal. Dias em que o telefone toca sem parar, para tudo e para nada. Em que só saio do carro por míseros 20minutos, e o resto é passado no transito infernal como se não houvesse amanhã, aquele transito parvo de sexta-feira. Não gosto de dias em que para me dar ao luxo de comer qualquer coisinha, tenho que o fazer numa qualquer área de serviço. E depois ele é portagens, ele é ruídos, ele é conduções perigosas, ele é filas, ele é terrinhas e espaços perdidos no meio do nada. Ele é indivíduos com mania de engraçados, que por momentos devem esquecer que têm idade para ter juízo. Trabalho é trabalho meus senhores. Ele é uma Suspiro que adora conduzir mas que hoje teve a sua dose. Ele é ruas intransitáveis porque duas condutoras chocaram da forma mais parva que pode existir, e pura e simplesmente embarrilaram o trânsito, já de si horrível. E pior, ele é a bexiga apertadinha durante horas.E depois ele é o telefonema do meu O. a convidar-me para uma francesinha. E de repente, como por magia, tudo me pareceu menos cinzento.
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