sábado, 17 de outubro de 2009

Se Maomé não vai à montanha...

Quando há pouco mais de um ano regressei de Lisboa prometi visitas regulares, nem que fossem daquelas rápidas como o vento, só para um xi apertadinho aos amigos para a vida que lá deixei. Infelizmente a vida não me permitiu cumprir, mas não há um só dia que não me lembre deles. Fui muito feliz em Lisboa. Hoje amanheci com o sol teimoso a espreitar-me a janela. Madrugou e fez-me madrugar. E quando abri os olhos, lembrei-me que hoje quando telefonar às briggittes não direi "beijoca amiga, mal possa vou aí", mas sim um histérico "até logo". E estou ansiosa pelo final da tarde. Há muito que precisava duma visita assim.

domingo, 11 de outubro de 2009

Assim.. Porque sim.

Sou por norma uma pessoa muito insegura. Tenho um terrível medo de falhar, de decepcionar os outros, de me decepcionar comigo própria. Felizmente tais receios têm-se revelado tontos e sem razão de ser, pois felizmente, não tenho falhado muito o que me tenho proposto. Mas amanha a caminhada é dura. Nada demais dirão uns. Assustador digo eu que não me lembro de andar a pé. Em jeito de graça, costumo comentar que só não vou de carro ao café aqui pertinho de casa, porque tenho vergonha. Mesmo assim, daqui a umas horas juntar-me-ei à recta final do grupo. Peço ao meu intimo coragem e equilíbrio, e peço, não sei bem a quê, que ajude a minha mãe e lhe dê a força necessária para tal, não tanto uma resistência física, mas sim uma força psicológica que, ao mesmo tempo, tanto lhe tem faltado e tanto a tem amparado. A sua transparência transborda-me o coração. Sabemos, assim sem partilhar, que todos iremos pensar Nele, que tanto adoramos. E eu preciso de me capacitar que não vai custar assim muito. Talvez seja o inconsciente parvo, mas acreditem, já me doem os pés.


Um beijinho especial à S.V. Minha querida levo-te comigo no coração.

Stephen Gately




















Hoje em dia não apreciava o seu trabalho, mas recordo que era adolescente e andava sempre a cantarolar as músicas do Boyzone. Recordo a não-surpresa, quando perante o Mundo assumiu as suas escolhas, o seu verdadeiro eu, e admirei-o pela decisão de ser feliz perante todos, assim sem reservas. E são mortes prematuras como esta que me tocam a alma, que me dão a certeza da fragilidade humana, e me fazem crer, cada vez mais, na palavra Destino.

Saudades


















Imagem daí

Perdição (a qualquer hora)










Saudades dos tempos em Lisboa e de desencaminhar as amigas para o Colombo, para me empanturrar de cachorros. Graças a isso dei muitas gargalhadas, tagarelei muito e passei bons momentos. Era sagradinho e automático, uma vez por semana lá arrastava alguém, assim como quem não queria a coisa..

A imagem não é das melhores, mas a fome falou mais alto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Within Temptation - Forgiven



Poucas são as músicas que me tocam tanto o coração.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sacrificios

Tenho com a religião uma relação muito própria, muito minha e estou na fase da minha vida em que a minha fé se encontra perigosamente no alto dum precipício. Talvez o futuro me traga respostas e me tire deste declive emocional. Não sou muito de promessas religiosas, ainda assim, já fui a Sta.Rita a pé, já visitei o Santuário de Fátima trajada e num momento de desespero enlouquecedor, por míseros segundos prometi que se algo não tivesse acontecido, ia a Fátima a pé para aí 50 vezes. Para dizer honestamente, nem me lembro ao certo quantas, foi um pensamento de quem recebe a pior noticia que poderia receber, foi um pensamento profundamente sofrido, e que infelizmente não vou ter que cumprir. Adiante. Muitas são as vozes que se levantam contra quem faz as peregrinações a pé a Fátima, ora porque X, ora porque Y. Eu nunca fui, mas o O. já e diz que é uma experiência para a vida. Fundamentalmente os críticos deveriam encarar esse gesto, como um sacrifício a que alguns indivíduos se propõem, que deve ser respeitado. Até porque uns vão a Fátima a pé, outros têm os seus próprios sacrifícios diários. Uns encaram o Santuário de Fátima como um negócio, a mim essa vertente passa-me ao lado tal é a paz que invade a minha alma quando lá vou. Hoje parte de Matosinhos, um grupo grande de peregrinos, aliás o que há uns anos para cá já se tornou habitual nesta época do ano. E nesse grupo vão duas pessoas que me mostraram, principalmente neste último ano, que são quase segundos pais para mim, a minha sogra a pé e o meu sogro no acompanhamento. E fico a torcer para que tudo corra bem, para que todos consigam superar tal sacrifício. O meu pensamento está convosco.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

20h00












Imagem daí
Haverá luxo maior que estar a lanchar na cama, com o comando numa mão e o portátil ao alcance da outra, e a ouvir caprichosamente como chove lá fora?

domingo, 4 de outubro de 2009
















Adriana Lima, Elle

É oficial, estou de novo rendida ao Ídolos, aquele programa que deveria ser considerado como terapia-vamos-lá-gargalhar-um-pouquinho-e-lavar-a-alma. Nem um tentador convite para um café me arrancou da frente da TV. O melhor? Aquela figura alucinada, com cara de deambulei-muito-pela-Rodrigues-de-Freitas-ainda-passei-pelo-Aleixo-mas-mantive-o-meu-eu-simpático, demais. O pior? A dispensável trancinha (?) na testa da Cláudia Vieira. Ele há modas que por mais que tente, e olhem que tentei mesmo, não percebo. Mas está garantido, pelo menos enquanto transmitirem os castings, ao domingo à noite não há Suspiro para ninguém.

sábado, 3 de outubro de 2009

Se trazia..

Pudesse eu, e era capaz de trazer para casa meia Clip do Norteshopping. Haja loja que me preencha tanto as medidas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Assim..

Gosto. Gosto de me levantar e ouvir os sons da manhã, de olhar o horizonte enevoado e sentir o cheiro a maresia. De caminhar pela casa silenciosa, e ter como companhia a minha Daisy e a Sissi, como se fossem a minha sombra, como que a lembrar-me que gostam de mim a valer, assim sem pretensões. Gosto de pegar no carro e conduzir sem destino, entretida a mudar as emissoras em busca "da"música. Ninguém compreende esse meu hábito, mas adoro mudar as emissoras até não querer mais. Gosto de telefonar ao O., assim só porque sim, para lhe perguntar como está e dizer-lhe o quanto é importante para mim. O cigarro numa mão, a água na outra e sou capaz de passar horas na esplanada, a apreciar o barulho e a brisa. Gosto.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Parabéns Irmão

29 anos meus Irmão. Sem palavras, contigo de alma e no coração.
Amo-te muito.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

Assim, sem palavras.... 1 Ano - 26 de Setembro A minha Homenagem, a nossa Homenagem





















Foi pequena, mas sentida a Homenagem. Hoje, o meu coração ainda está sem palavras Irmão. Deixo aqui, o meu sincero obrigado à minha Ágata, sem a qual não teria conseguido concretizar, o que idealizei com a alma. Não teria conseguido mesmo. Aos familiares e amigos do coração também. Agradeço terem aderido,as palavras enviadas e que ficam imortalizadas. Obrigado por terem recebido este carinho, e por todo o apoio presente em dias como estes. E o meu obrigado a todos os amigos, que mesmo à distância estiveram presentes e me reconfortaram a alma, tal como aos amigos da blogosfera..
Sempre presentes.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Não corre brisa alguma. O sol ainda nos espreita, ainda que perca força. A porta da varanda escancarada, pede-nos para olharmos o horizonte, o mar infinito. Sentados nos sofás, atrapalhamo-nos a falar, e temos momentos terrivelmente mudos. Não precisamos partilhar a alma, os olhares cabisbaixos fazem-no. Fugimos dos olhos. Hoje faz um ano que fizesTe tudo pela última vez. A última noite em casa, a última saída para trabalhar, o último almoço, o último jantar. Ao amanhecer fará um ano que Deus Te arrancou de nós. Um ano de choros silenciosos e agoniantes, de gritos magoados, de silêncios infinitos. Pai, Mãe e Irmã, sentados a ver o tudo e a ver o nada, a aprender a viver com Tua ausência, a sobreviver. E estamos assim, com as palavras cuidadas embargadas, com os olhos desvios e a alma destroçada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

5 anos e 4 meses depois..














O O. mal consegue segurar o coração. Cinco anos e quatro meses depois, vê o seu nome na lista de transferências para o Porto. Para trás ficam meses solitários, viagens constantes, os meus três anos em Lisboa para enganar o tempo, as noites mal-dormidas. Os vizinhos simpáticos, o senhor do café com o seu bom-dia sempre animador. Fica uma Reboleira acolhedora, uma Amadora cinzenta, uma Cova da Moura dona e senhora , um 6 de Maio labiríntico. Ficam os horários loucos, a vida mal-vivida, os companheiros de e para sempre. Os momentos de tensão, as horas vagarosas, os momentos quase chorosos pelas fatalidades do trabalho. Para trás fica também a madrugada de 24 Novembro, o amor cego pelo trabalho, pela camisola que se veste, o tiro. Consigo trás momentos que fazem dele quem é hoje, que o realizaram enquanto profissional e que sabe não voltarem a repetir-se. Com o coração feliz, mas tristemente saudosista, sabe que uma nova etapa começa. Para ele, para nós e para mais duzentas famílias, que tal como eu respiram de alivio.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Com fome..

Adoro a minha terra (Matosinhos) e adoro o quão bem cá se consegue comer. Adoro ver a cada esquina um Pão-Quente, com as vitrinas descaradamente apelativas. E ter em cada quarteirão uma confeitaria diferente, que se gaba de confeccionar os melhores croissants da Grande Invicta. Assim como gosto de entrar na Ferreira e comer aqueles mistos gordurosamente inesqueciveis e de pedir para embrulharem umas quantas coxinhas de frango. Gosto das francesinhas do Requinte e dos cachorros fora-de-horas do Cachorro do Mar. Das sandes americanas do Aterro e dos salgados feitos pela minha Tia e Prima que se podem adquirir com um simples telefonema. Gosto dos bolos da Torta de Noz e da casa da Avó Doce. Gosto de jantar no Queda D'agua e no Cosa Nostra. Mais que tudo, gosto de comer bem. E aqui é tão fácil fazê-lo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Licenciada, e?

Não há nada que me tire mais do sério que aquelas pessoas que se acham superiores apenas porque possuem formação universitária. Que se lembram de rebaixar os outros porque sim, porque possuem um canudo, que às vezes, verdade seja dita, lhes serve de muito pouco. Sou defensora que todos devemos procurar formação, principalmente na área que nos sentimos vocacionados, e mesmo que às vezes pareça isso não nos trás nada (emprego na área), dá-nos sempre muita coisa. Eu licenciei-me na área que mais me identificava, Comunicação - Relações Públicas, mas infelizmente com o terrível revés que a minha vida sofreu não me foi permitido exercer, ou procurar fazê-lo. Mas ainda assim vou aplicando sempre. Uma coisinha aqui, outra ali. E depois tenho as recordações da vida académica, o companheirismo, as lágrimas, as gargalhadas fora de horas e o melhor, os amigos para o resto da vida. Mas se ser licenciada faz de mim mais que alguém? Não, de modo algum. Até porque foi em casa, e não nos livros, que aprendi que o próximo deve ser sempre respeitado, independentemente de toda e qualquer formação.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um gesto que vale mil palavras
















Casamento do Vasco - Irmão e o noivo

Mais que palavras, sou uma pessoa de gestos. E são também os gestos sinceros que mais me emocionam e tocam. Um carinho na hora certa, um abraço quando o coração está desamparado, uma mão quando não contamos. Mesmo sem rostos, esta foto preenche-me a alma e emociona-me. Pela intensidade do momento, pelo gesto de profunda e sincera amizade que tive o prazer de assistir. Porque sei que Ele o fez com todo o coração.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Leixões - V.Guimarães

Toca a guardar os carrinhos na garagem, não vá o diabo tece-las.

Viva la Vida

Todos nós temos músicas que por algum motivo nos transmitem emoções, nos transportam no tempo. Esta é sem dúvida aquela que mais me magoa, mas ironicamente a que mais ouço, por tudo que significa para mim, por tudo o que o meu inconsciente lhe associa. Num mês que trás tantas recordações feridas, deixo para mais tarde o porquê.
For some reason I can't explain Once you go there was never Never an honest word That was when I ruled the world

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Hmmm... Não me parece


















Sopraram-me que a chuva anda a sul. Ontem, as amigas catitas avisaram-me para não continuar a abusar dos vestidinhos, para esconder a bela perna, não fosse o tempo pregar-me uma rasteira. Hoje a norte, o sol apresenta-se grandioso. Suspiro está cheia de calor e não vislumbra nuvens no horizonte.

Estas enxaquecas...

Ele há dias assim. A enxaqueca deu sinais já ao fim de tarde. Os olhos, outrora verdes e luminosos, foram semi-cerrando e ganhando um contorno cada vez mais escuro. Ainda que o estômago já apresentasse queixas, jantei normalmente e procurei silêncio e preferencialmente um lugar escurinho, onde me fosse permitida a solidão que a cabeça latejante exigia. Nestes momentos não suporto televisões, computadores nem tão-pouco o barulho inocente de quem me rodeia. Não resultou. O estômago teve um ataque de preguicite aguda, e não funcionou como devia. Assim, esta treta toda para dizer que passei a noite toda agarrada à cabeça, e a correr para o quarto de banho com o estômago revolto. Resumindo, hoje ando cheia de fome.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mando Diao - Gloria



Para mais tarde recordar..assim envolta no nevoeiro, com sabor a goiaba.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Suspiro, another point of view

Suspiro, irmã de Bruno Fonseca. ( maior orgulho da minha alma)
Suspiro, filha de J. e C.
Suspiro, Maria do O.
Suspiro, esposa de colega.
Suspiro, familiar de X.
Suspiro, amiga de Y.
Suspiro, a amiga do Norte.
Suspiro, da C.Dig.
Suspiro, da Ev.Event.
Suspiro, a madrinha de F.
Suspiro, comadre de L. e R.
Suspiro, nora de C. e de A.
Suspiro, cunhada de B.
Suspiro, ai era tão pequenina.

Porque não somos apenas nós, mas também aquilo que fazemos e quem nos rodeia. Deixamos de ser apenas Eu, para sermos uma associação a algo ou alguém. Eu sou isso tudo e apenas uma, Suspiro. Uma menina com bastantes fragilidades, uma mulher que procura força em tudo. Que busca na tímida brisa uma orientação futura. Que se refugia em frente ao mar, e pede ao por-do-sol paz de alma. Que se sente capaz de 1001 coisa, e se derrete com a mais simples, que aprecia a beleza do ser humano para lá das aparências.
Eu sou assim, apenas Suspiro, com tudo o que isso significa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Asinha magoada..

A ida ao HPP trouxe novidades, mas nada de grave. Recomendação de 7 dias de repouso absoluto. Hipótese afastada de imediato. Então para remediar, 5/7 dias com a asinha ao peito, para não forçar os músculos, que segundo o médico já viram melhores dias..Há coisas fantásticas não há? (Suspiro em versão aborrecida)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sr. J., meu Pai















Vogue, Heidi Klum

O sr. J. é daqueles pais que todos sonham ter. Atencioso, preocupado, prestativo e extremamente compreensivo. Pai-galinha que só ele. Tem a palavra certa no momento certo, e o seu instinto paternal é tão eficaz que não lhe escapa uma. Ao longo dos meus 25 anos construimos uma relação para lá de cúmplice, mas mesmo assim ainda me consegue surpreender. Não tão raras vezes o meu irmão soltava " o meu pai não existe, é único".E não existe mesmo. Hoje de manhã, a descer a escadaria imponente do nosso lar, ainda emborrada pelo sono, desejou-me um bom dia de trabalho, além das habituais questões diárias se preciso de alguma coisa, se está tudo bem, se tomei o pequeno-almoço, sempre finalizadas com um cuida-te, vê se te alimentas. Ainda estremecida pelo acordar contrariado, disfarcei a dor que desde sábado trago no ombro. O meu afecto pelo aspirador é tal, que dei um jeito não sei como. E também não sei como é que ele reparou que algo, ainda que nada transcendente, me estava a incomodar. Mas o certo é que do alto do seu olhar astuto, sempre atento, reparou. E encheu-me mais uma vez de orgulho. De orgulho de ser sua filha, de o ter como pai e de termos esta ligação tão pura,tão única. Mesmo achando que foi um jeitinho de nada, assim sendo, por mim e acima de tudo por ele, vou ali dar um saltinho ao HPP e já volto.

Já vais?

,

















Marisa Miller, GQ

É impressão minha ou já todos falam que o Verão nos acena adeus? Mas como, se praticamente nem me disse olá?

domingo, 6 de setembro de 2009

5*, 5 para a Meia-Noite


















Há muito tempo que um programa não me prendia tanta atenção. O formato é o mais relax, as conversas muito terra-a-terra e os sketches brilhantemente inteligentes. Ele são as perguntas difíceis feitas da forma mais descontraída possível, ele são as associações mais descabidas, ele é o lucubrar em todo o lado. Merecedor de grande destaque e de forte aplauso, só um pequeno reparo. Não haverá uma alma caridosa que diga à gira da Filomena Cautela que não precisa ser tão acentuada a ler o teleponto, e que escusa gesticular tanto com as mãos? É que a pequena até brilha no programa, mas aqueles gestos todos quase me fazem mudar de canal...

Assim, a frase da Semana...



"Imagina..Juro, não estou a brincar..Vou ser pai outra vez..."

No inicio da semana, a boa-nova chegou por telefone. O L. e a R., pais da minha afilhada e amigos do coração, vão receber a visita da cegonha novamente. Tendo eles sido pais há apenas oito meses, um misto de receio e alegria extrema invadiu-nos o coração. Com a certeza tudo há-de correr bem, não podíamos estar mais contentes com tal bênção.
Os meus parabéns.. Vocês merecem, e a Filipa também.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Azurara Beach Party, are you ready?

Just take a look at this...































1 de Setembro


Quatro anos casados.
Não foram devidamente assinalados Príncipe, mas temos toda uma vida pela frente. Juntos.















Imagem daí

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Triste, levantei-me. Arrastei-me sem vontade alguma. Como combinado, fui buscar a mamã para mais umas tarefas difíceis, que nunca deveriam existir, que só existem porque a vida nos ceifou a alma. Cruelmente. Sem avisar. Com as lágrimas a percorrem-lhe o rosto, levei-a a almoçar. Em frente ao mar. Com o oceano a inundar-nos a vista e a brisa a sussurrar-nos uma calma imensa, fi-la distrair. Fi-la sorrir. O O., genro, quase filho fez-nos companhia e mostrou-lhe o quanto gosta dela. Não o disse. Bastou aquela companhiazinha desinteressada, a força nos olhos e nas palavras para ela o entender. E ela, sempre dada e meiga, encheu-o de mimos. As amigas fizeram-se notar também, inundando-nos de telefonemas simples e despreocupados, carregados duma emoção disfarçada, como que a marcar o seu apoio neste dia que não deveria existir, confirmando o apoio para o final deste dia, onde todos nos encontraremos para rezar pela sua alma. E o Atlântico continuou calmo. Reflectiu-nos um sol envergonhado, que se inibiu da sua força neste dia, como que em solidariedade com a nossa dor. Com o estômago reconfortado seguimos o nosso caminho. Não olhamos para trás, sabemos que aquela paz está ali,sempre ao nosso alcance. Quando a nossa alma o pedir.


Onze Meses


















Imagem daí

Onze meses privada da tua presença, e continuo sem conseguir encontrar palavras capazes definir o que vai cá dentro.
Amo-te irmão, sempre e para sempre.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A few moments...


















Sem se dar ao trabalho de pedir licença, o J. interrompeu o meu Drama Queen Moment. Levemente mordaz e divertido, sabe sempre arrancar-me duma tempestade sem precisar do usa-abusa tão em voga. O O. escreveu por baixo, o ser-se genuíno acompanhar-me-à sempre. Eles também. Bem ao estilo private joke.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nélson Évora
















Deixo aqui um beijinho ao querido Nélson Évora. Não por ter falhado o ouro, mas sim por ter alcançado a prata. É o melhor, e ao contrário de meio Portugal, não vejo margem para lamentações mas sim para festejo.
Os meus parabéns!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Miminhos

A querida Fénix ofereceu-me este miminho












Assim, mimo também:

A Summer, a Sisse, o Tio Jorge , a malta do Sitio Diferente, a Alguém e a Princesa M

E um Beijinho enorme à S., por este miminho..

Olha para ele..

O L. e a sua Moleskine estão por aqui a fazer um brilharete. Quem disse que os homens não conseguem ser irritantemente presunçosos?

Não liguem ok?

Com o telemóvel a tocar de cinco em cinco minutos, dou comigo a pensar como seria se não tivessem inventado tal quinta maravilha (?). Reconhecendo-lhe todo o valor, não me importava mesmo assim, de os exterminar ainda que fosse apenas por 24 horas. É que se continuarem sem me dar descanso, não garanto que não tenha um colapso nas próximas horas. Depois não digam que não avisei.

...

.Perdi a conta às vezes que percorri aquela A1. Saudosa, acelerada, terrivelmente apressada. Não se contam pelos dedos as infracções de velocidade que cometi. A ânsia de chegar junto a vocês cegava o meu bom-senso. Hoje percorri-a novamente. De regresso, o coração lascado envolto em sangue com tamanha dor. A paisagem continua igual. Cada vale, cada árvore, cada manto verde. Eu perdi-me na Tua partida. A minha alma foi conTigo e não regressou. Prometi nunca Te deixar sozinho, ela far-Te-à companhia. O asfalto continua o mesmo, os carros apressados seguem o seu caminho em busca do amanhã. A nossa Ponte da Arrábida, tão nortenha, tão nossa recebe-me como sempre o fez. Sussurra-me imponente que pertenço a esta terra. Mas não o sinto. Não me encontro em lugar algum e perco-me a cada dia que passa, envolta em pensamentos descoordenados e sombrios. Sorrio sem sorrir, danço automaticamente e desenvolvo um eu que não me pertence. E tudo à minha volta urge apressadamente, sem se compadecer com a ferida na minha alma que não sara, que não encontra a sua cura. O tempo esse, vadio e presunçoso não levanta a mera hipótese de arrependimento. Não concerta os estragos que causou. Poderia redimir-se, ser conselheiro. Mas nem se dá a esse trabalho. Exige de mim o que não deveria exigir. Não numa altura destas. Mas sabe que cá estarei para mais tarde o relembrar o quanto me fez sofrer. O quanto me privou de algo que poderia ter sido e não sou mais. E voltei, nesta auto-estrada cinzenta, de volta à minha esfera privada. E encontrei-a desmembrada. Faltou-lhe a alma, o coração. Por momentos, como em tanto outros nesta minha sobrevivência, esqueci que não Te encontraria. Esqueci o lar escuro e choroso, e jurava que Te teria para desabafar. O carro silenciou-se em frente a casa. Naquela curva onde Te vi pela última vez naquele jeito tão Teu. Ainda que com esperança olhei para cima. A minha alma desfez-se. Por momentos, juro que acreditei ser possível.