sexta-feira, 10 de julho de 2009

Cancelado

















Buahh... ohhhh...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O jantar teve que ser adiado. Novamente. Sabia que o L. iria caprichar no jantar e a R. no bem receber. Sabia que a ocasião merecia um sorriso nos lábios. Sorriso que não conseguia ter. O dia foi difícil, com todos os meus nervos a querem manifestar-se. Não fizeram fila, quiseram pular todos duma só vez, não respeitando o meu bem-estar. Ontem percebi-Te. Entendi todas as vezes que não sorrisTe, que dissesTe não ser fácil. Que o Teu dia-a-dia não era simples. Não era. Não é para mim agora. E não Te tenho para me acalmares e me indicares o caminho. Os pequenos percalços do sonho que construíste surgem por vezes em catadupa. Há dias assim. Dias em que o simples se faz complicado, que transforma uma viagem em três e quatro. Dias em que a paciência nos escorre das mãos e o grito se solta da garganta. Alto, fugaz, compreensível. E hoje relembro cada má-disposição Tua. Cada cara má que em segundos , inexplicavelmente, dava lugar a um sorriso como que compreensivo. Como dizias, às vezes tem que ser. Só assim funciona. E também nisso sou igual a Ti.Tão depressa perco o controlo como o recupero. O equilíbrio não foge, esconde-se por vezes. Mas o meu corpo tem que libertar as dificuldades. E vai-se manifestando numa febre interior que me grita a necessidade de me acalmar. Olho para os nossos pais e sorrateiramente esquivo-me. Subo aquelas escadas que descias de forma tão própria e refugio-me no Teu quarto. Não quero que vejam as duas lágrimas em mil. O milhão de dores que tenho por tamanha ausência. Não quero que vejam o quanto me custa o seu sofrimento. Às escuras percorro a casa silenciosa. O meu coração disse-me que algo se passava. Quero ajuda-los mas faltam-me as forças. Ponho a melhor cara que consigo e até a febre desaparece, não me posso deixar vencer. Prometi-Te que cuidava deles, embora sejam eles que o fazem comigo. O sono foge-lhes e a dor arrasta a nossa mãe. O estômago manifesta-se e não a deixa descansar. O tempo pára para mim. Aquela visão mata-me. A nossa mãe doente e o nosso pai, carinhoso e meigo, com as lágrimas a saltar, ajuda-a. Faço tudo para os proteger e ajudo-a a deitar. A vontade de gritar é maior que tudo. Porquê a nós? Porque Deus decidiu levar quem mais amávamos?. A noite longa e solitária faz-me companhia. De quando a quando ouço por trás da sua porta. Lá fora as ruas estão desertas. O silêncio apodera-se do nosso lar. Tu apoderas-te dos meus sonhos. Tenho muitas saudades Tuas. Tantas que nem consigo respirar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Prestes a ter uma coisinha má...

.. farta de gente burra armada em esperta.

segunda-feira, 6 de julho de 2009


















Aproveita bem as pequenas coisas; algum dia você vai saber que elas eram grandes."


(Robert Brault)
















Morro com saudades.
É eterna a tua presença. É eterno o meu amor por ti, meu Príncipe.
Amo-te muito Irmão.

domingo, 5 de julho de 2009

Mais DOIS agentes baleados na Amadora

A noticia é recente e pouco, muito pouco se sabe ainda. E é daquelas que cria um enorme desconforto cá por casa. Procuramos respostas rápidas e torcemos para que corra tudo pelo melhor. A nossa solidariedade é enorme e infelizmente é também um gesto de retribuição. Sei do que falo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Gosto

Na blogosfera, tal como na vida, há encontros e desencontros. Seguimos alguns porque gostamos, outros porque estão na moda e no suscita natural curiosidade e outros, os mais valiosos, porque nos identificamos com quem os escreve. Sorrimos quando demonstra estar feliz, preocupa-nos quando se denota o contrário, e damos connosco ao longo da nossa jornada diária a pensar nisso. E depois surge a dualidade. Se por um lado não conhecemos sequer pessoalmente, por outro sentimos que estamos próximos. Parece confuso, mas muitos sabem do que falo.
Assim hoje fiquei muito contente. Mesmo. Direitinho para os mais valiosos.

Princesa M

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Descansa em Paz

Não vou, só porque o senhor faleceu, dizer aqui que era fã. Não acompanhei a sua carreira nem tão pouco o auge da mesma. Gosto o suficiente de algumas músicas e muito duma outra, Billie Jean. Mas reconheço-lhe todo o mérito enquanto artista grandioso que foi, que marcou toda uma era e que deixou um espólio musical que lhe atribui um lugar entre os para sempre recordados. Não vou dizer que não me irrita toda esta onda gigantesca que se criou em torno da sua morte. Irrita e bastante. Não pelas manifestações globais de dor (bastante exageradas em alguns casos) e carinho. Mas porque tudo isto tem um quê de bolo envenenado. Porque nestas alturas surgem sempre os aproveitadores, os falsos amigos, aqueles que eram tão amigos que pretendem ganhar protagonismo por tal. E esquecem-se que tudo que é dito nestas alturas assume uma dimensão gigantesca no coração e na alma dos familiares, naqueles que sobreviverão à sua morte e que daqui a uns tempos esconderão a sua dor atrás de sorrisos forçados e cabisbaixos. Que concerteza dispensariam todas as manchetes de carinho se tal significasse a ausência de amigos da onça.

R.I.P Michael Jackson


















imagem daí

domingo, 28 de junho de 2009

Centros Altos? Que cisma...















Esta história de ter tantos casamentos seguidos tem que se lhe diga. No passado sábado eram 8 horas da manhã e já seguia, em plena A1, uma Suspiro que dava todos os euritos que trazia na mala para ter podido dormir além das 6h30. Quer dizer seguia eu e uns quantos milhares mas esses iam ver o berdadeiro (Tony Carreira). Casamento as 11h ( ainda não percebi porque insistem em se casar tão cedo) numa terra perdida algures para os lados de Santarém, o que obrigou a que eu e o O. e mais uns quantos amigos dele do trabalho, levantássemos o rabo cedo da cama. Com a agravante de ter que levar o cabelo já esticado. Quanto ao vestido bati o pé, recusei-me a andar por lá a abanar-me armada em jeitosa com o dito todo engelhado. Isso não. A noiva, bastante simpática, não foi meiga no atraso e quase que me dava o treco debaixo dos quarenta e tal graus que se faziam sentir. A família dele, gente muito despachada por sinal, não foi de modos e plantou à porta da igreja umas quantas grades de minis, não fosse algum convidado desidratar. De resto, o dia foi muito agradável, em óptima companhia. O senão: porque é que os decoradores, os noivos ou lá quem seja insistem em centros de mesas altos? Não entendo. Sou sou eu quem acha incómodo? Ontem, no casamento da Fatinha não houve viagem grande, não houve Suspiro ás 7h15 de placa de cerâmica no cabelo, não houveram 40graus. E foi perfeito (só faltavas tu e os nossos pais, meu irmão querido). Estou repetitiva mas é que foi isso mesmo mesmo, perfeito e à imagem dela. Simples. O agora-uma-foto-junta-à-cortina, agora-uma.à-bela-da-sandália foi dispensado, o fotografo nem a casa dos noivos foi. O noivo viu a sua futura esposa na porta da igreja às 14h27 e só aí seguiram para o altar. A cerimónia foi bastante divertida e até aí introduziram os idiomas, a temática do casamento, uma vez que as intenções (não estou certa se é assim que se chama aquela do oremos) foram lidas por pessoas distintas em diferentes idiomas. Gostei. Já na quinta funcionou tudo muito bem, muito organizado, a comida era boa, a companhia ainda melhor e fiquei realmente contente por ver a minha prima tão feliz. Foi um dia extremamente cansativo psicologicamente, a dualidade de sentimentos que tinha no coração arrasou-me. Sabia exactamente onde estarias neste dia Irmão. Como sei que estás feliz pela nossa Tucha, pelo seu grande dia. Parabéns Priminha. Parabéns Márcio.
Para a semana há mais.

Tucha

Foi uma cerimónia perfeita. A tua imagem querida prima.















Cansada, deixo para amanhã a partilha dos excelentes momentos que fizeram deste casamento, uma cerimónia única.

sábado, 27 de junho de 2009

O teu dia Tucha
























Manhã de sábado a mil. Passagem no escritório e ida à feira. Beijinho e flor no Irmão. Incursão rápida a Matosinhos Sul. Com isto, máximo dos máximos às treze tenho estar no cabeleireiro da prima Bela. É muito raro ir arranjar o cabelito quando vou a casamentos mas depois duma semana como esta, estou mesmo a precisar relaxar. E só Deus e o meu Irmão sabem a dualidade de sentimentos que trago hoje no coração, neste dia tão especial para alguém tão importante na minha vida.
À querida prima Fatinha as maiores felicidades. Por toda a amizade que está sempre presente, por seres incansável como és, por toda a nossa infância e vivência cruzada, pelo bem que sempre me faz o teu ombro e pelo quanto eu e Ele te adoramos, um beijinho sincero. Do fundo do coração.´
Já, já salto aqui para contar.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

9 Meses

O meu corpo doeu. A noite mal dormida, numa madrugada onde só pensei em Ti, não me permitiu descansar. Com as lágrimas a brotar vesti-me e bati a porta. Precisava chorar. Gritar. Deitar tudo cá para fora. Tentei controlar-me. Não consegui. Fui visitar a tua última morada e desabafei-te em sussurro toda a falta que me fazes. Nunca me tinha permitido chorar perante a Contacto Digital. Hoje, no encontro com os rapazes, naquele café onde tantas vezes estiveste, as lágrimas fizeram-se ver. Foi um dia difícil como tantos outros, cada vez mais difícil como a cada dia que passa. E já ao final da tarde com toda a família e amigos reunidos, naquela igreja onde desde meninos aprendemos a relacionar-nos com Deus, com o Deus que decidiu querer-Te a seu lado, refugiei-me num momento só meu. Rodeada por todos e terrivelmente sozinha. E mata-me a tua ausência. Não Te ter a meu lado, não Te poder sorrir e mostrar-Te o quão importante és para mim. E mata-me olhar para os nossos pais. Sombrios, magoados, mudados para todo o sempre. É grande a Tua presença. É inexplicável a dor da tua partida, só superada pelo imenso amor, carinho e orgulho que Te temos.
És o meu irmão. O meu querido Irmão. E a minha maior referência.
Amo-te muito Irmão.

Confesso que esta me surpreendeu

Meio mundo à espera de Ana Sofia, ex do jogador Djaló, e eis que senão surge a Ritinha a dar o ar da sua graça.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Finalmente!

Adiei dois meses a escolha do presente há muito oferecido pelos pais. Mas a chegada do sol e infelizmente a tromba com que ando não me deixaram mais margem. Até para comprar algo que me é oferecido tenho preguiça. No entanto, sabia que ali, naquela óptica escondidinha na Rua da Fábrica encontraria o que procurava e cinco minutos bastaram para me apaixonar por um modelo.
Obrigado Mãe. Obrigado Pai. Adorei.


Meu irmão, minha vida


















daí

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Há coisas que por incrível que pareça conseguem aumentar uma dor por si só gigante, inexplicável, maior que tudo possa ser explicado. E vou-me deixando levar ao sabor do vento, pela corrente da maré com a absoluta certeza que não o faria. Não assim. E os sussurros que todos os dias me deixam só me conseguem abater ainda mais, por algo com o qual não tenho nada a ver nem tão pouco me diz respeito. Contudo, ainda não perceberam que não quero saber, nem tem nada a ver com a minha/nossas vidas. Respeitem-me. Só isso que quero.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vila do Conde

Não quis ir. As pernas recusaram-se, o corpo tremeu, o meu coração outrora palpitante teimou em silenciar-se. Com a mão procurei senti-lo. Lento no bater, terrivelmente rápido na dor. Mas não me foi dada alternativa. Em silêncio, 38 semanas, 38 madrugadas depois percorri cada quilómetro até aquela terra maldita, onde perdeste a Tua vida, onde todos os nossos sonhos se desvaneceram e partiram contigo naquele dia. E todo o meu corpo gritava a dor dilacerante que trago no peito, que teima em crescer a cada segundo que passa, a cada momento que Te procuro e não te encontro. E vi-Te em todo o lado mas não Te toquei. Os meus olhos traíram-me. Segundos, momentos incompletos para os quais só Tu, um dia, quando nos voltarmos a abraçar mos irás segredar. E pergunto-me se és Tu que me dás força para percorrer esta estrada demasiado longa em que me encontro. O caminho de regresso a casa, que Deus te tirou quando decidiu que queria um Anjo a seu lado magoa-me. Não consigo encarar o O., o meu ombro, o meu carinho. Morro de desgosto, lenta e dolorosamente a cada amanhecer. Mas por tudo o que foste para mim, por tudo que és, devo-te minha procura incessante por respostas, foste e serás para sempre o grande amor da minha vida.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Acho que hoje não escapo

É sempre assim. A mãe a dizer-me " vais acabar por deixar tudo para a última da hora", e eu a encolher os ombros como quem diz que desta vez não será assim. Mas é sempre. Não falha. É mais forte que eu. Quando era garota adorava ir às compras, hoje entro em choque só de pensar no entra em loja, sai de loja, vê isto, vê aquilo, tira-veste, veste-tira, ai-este-fica-justo, ai-este-fica-largo, é o sapato, é a sandália, é o brinco. Se for roupa prática nem experimento, compro a torcer que sirva e já está. Não tenho paciência e é um dos factos que me faz, normalmente, não apreciar idas a casamentos (há excepções claro). Sábado inicio uma rodada de três casamentos em sábados seguidos. 20/27/04. Santarém, Matosinhos e Viana do Castelo. E ainda não tenho absolutamente nada, e no guarda-vestidos não há o que dê para remediar. O último vestido em tom de cereja está absolutamente fora de questão e até já o recambiei para Lisboa. Não tenho um único no tom que por agora uso. E assim, acho que hoje não consigo escapar. Rendo-me. Se virem por aí uma menina com cara de mimalha e irritada, a arrastar-se contrariada em direcção a alguma zona comercial, sim sou eu, mas não me digam olá. Vou estar insuportável.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Phone Call

Depois da tempestade, o que eu preciso é de um solzinho.. Literalmente. Pálida com estou, com olheiras até ao nariz desconfio que assusto quem se cruzar à minha frente. Estou com um cansaço enorme mas com leveza na alma por ter sido fiel ao que sinto, e não ser precipitada. Uma agradável surpresa do outro lado.Mesmo. A falar é que a gente se entende. E fico em paz que assim seja. :)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Perna de lixivia, eu?



















Toca a torcer para este sol não fugir até domingo. É urgente que apanhe uma corzinha.. E este weekend é a minha última esperança antes da rodada de casamentos que se segue. Quero ver todos a cruzar os dedinhos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009























Tenho feito todo o esforço possível e imaginário para seguir a minha vida. Sempre a tentar ter boa cara. Sempre a tentar ter uma postura correcta, pondo os outros acima de toda e qualquer dor que sinto. Refugio-me no trabalho, nos problemas das amigas, no café e no " não quero saber, escusam-me envenenar". Hoje está difícil e ainda não arranjei coragem para ir para casa. Para encarar a casa onde crescemos. Para encarar os nossos pais. Mas por mais que tente hoje será difícil controlar-me. Já não sei mesmo o que fazer e onde procurar mais forças. E posso escrever mil frases, mas todas dirão o mesmo. Já não sei mesmo o que fazer e como continuar sem Ti, que não voltas e que me deixaste aqui. Sozinha. Irmão já não sei o que fazer. Com tanto desespero.

Raio de tempo



















Já não bastava ter que trabalhar neste feriado ( mas os feriados quando nascem não deveriam ser para todos?) e ainda temos este tempinho. Ora chove forte, ora acalma, ora morrinha, ora chove em força novamente. Os condutores de weekend a 20km/h em direcção a tudo o que seja shopping. E a minha cama ali tão perto a chamar por mim. A mamã em casa para fazer companhia. E eu, A.F., a mil à hora. E ainda a levar com filmes que não são meus. E toca a trabalhar que há muito para fazer e isso não se coaduna com apetites e vontades pessoais, e a cama pode esperar. Infelizmente.


Bem.. tenho que admitir que se tivesse um sol abrasador, daqueles que arrastam tudo o que mexe para a praia e que me fazem um ligeiro ardor no cotovelo, talvez me custasse mais.. coisa pouca. :)

Carta de Conduçao

Bastaram as palavras "Não achas que já estás inscrita há tempo suficiente?" do meu pai para que eu me decidisse e em três meses tirasse a carta. A inscrição tinha sido feita no cair dos meus dezoito anos, e em Dezembro só tinha posto os pés na escola de condução umas quatro vezes. Muito mau. O código era a seca que se sabe e a condução metia-me mais medo que um túnel escuro. Só tinha tentado conduzir uma vez e não foi muito agradável, que o diga um ex-namorado a quem quase atirava o carro para o rio. Assim sendo estava a zero. Pior a negativo e cheia de medinhos tontos, próprios de quem é tão insegura como eu. Felizmente foram rapidamente superados e nem precisei das trinta aulas para me sentir apta para ir a exame de condução. E hoje não me imagino sem carta. Toda esta conversa porquê? Porque a maior parte das minhas amigas não tem carta. E mais. A ironia é que quase todas elas já têm carro e a carta paga. E eu já desisti de as massacrar. Usei todos os pretextos e mais alguns mas não serviu de nada. Eu não me imagino sequer sem carta. Dá-me toda a liberdade e mais alguma. Não a tivesse eu e os meus três anos em Lisboa tinham sido bem mais difíceis e a minha maratona diária aqui quase impossível. Obviamente que as filas de trânsito me enervam ao ponto de ninguém conseguir falar para mim, cada vez que o preço do gasóleo aumenta só sei reclamar mas nada paga o facto de não estar dependente de ninguém para me deslocar seja onde e a que horas for, e daqui a uns tempos quando tiver os meus filhos ter a possibilidade de ter pronta-resposta quando alguma urgência assim o ditar. Mas não há forma de as convencer. Uso todos os argumentos possíveis e imaginários. Urgências familiares, compras nocturnas, trabalho, férias, filhos, necessidade trazer carro quando algum amigo excedeu os limites do álcool, namorados deslocados, tudo. Até me ofereço para lhes dar umas aulinhas no recinto aqui ao lado de casa. E de nada me vale. Há por aí mais algum argumento forte?
Estou a ver que vou ter que por moderação nos comentarios.

sexta-feira, 5 de junho de 2009


Ninguém é auto-suficiente. Assim sempre tive preocupação em não falhar com quem gosto, pelo menos se o fiz não foi propositado ou por mim percebido. Não tenho receio de mostrar as minhas fragilidades. Disse-o, do coração, uma vez. E digo-o agora. Deixaste-me sozinha quando mais preciso.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Elemento - Água

Já mais calmos, juntos na cozinha falávamos sobre o passado tão presente e no futuro que tanto receamos. Dispensava tudo, principalmente mais más noticias que acabariam por chegar num telefonema do Luís. Acabado de chegar ao escritório, nem sabia como me contar. Um inundação no escritório. Nos primeiros segundos nem reagi. Estava com uma fome. Para ser sincera nem o levei muito a sério. Ao segundo telefonema acordei do transe. O O., estremunhado da sua sesta de final de tarde, e a toda a velocidade arrancou comigo para lá. Água, água e mais água. E material danificado. À minha frente o prejuízo saltava à vista e eu só procurava os meus cigarros. O que fazer... Nem me acredito. Mãos ao trabalho. Com a ajuda preciosa do meu marido e do L. lá conseguimos dar vazão à agua e fotografar toda a situação. Hora de calcular os prejuízos. No fim esforçava um pensamento positivo. Preciso disso para continuar. Esgotei-me fisicamente. Antes água que fogo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

As noticias não foram as que esperava. No fundo quis-me preparar para um possibilidade certa, mas tal não fui capaz. E ontem não consegui conter toda a emoção e desgosto que isso me provocou. Incapaz de encarar os meus pais, refugiei-me nos papéis manchados pelas lágrimas que teimaram em cair. A imensa revolta que tinha adormecida no coração acordou. É este o país que se nos apresenta, onde quem tem poder tê-lo-à sempre. Onde toda a relevância é medida sobre a importância que constituímos. E no fundo tenho a certeza absoluta que se tivesse acontecido a alguém dito importante não teria estes muros altos à sua volta. De mãos e pés atados o meu corpo ainda se movimenta, a minha cabeça ainda pensa e o meu coração nunca dormirá como dormiu um dia. E amparada num cigarro, no parapeito da janela da cozinha, a olhar o local onde crescemos de mãos dadas, jurei chorosa ao nosso pai que tudo faria para mudar as injustiças. Nesta nossa história longa, da qual deixamos de recear o fim sabendo que tal nos leva ao teu encontro. Preparada para noites longas, perguntas sem respostas e respostas que me podem cravar o coração, mas sem as quais não serei capaz de seguir em frente. E fá-lo-ei por mim, pelos nossos pais e por ti. Principalmente por ti que tão grande presença tiveste neste mundo tão pequeno. Tu conheces-me. Sabes que não sou injusta. Não sou e orgulho-me disso. E com essa certeza passo noites em claro à procura duma orientação que nos leve a uma recta. E procuro apoio em quem mais amo e nunca me desamparou apesar de todos os rumos que a vida nos fez seguir. Recebemos o que nunca esperei receber e temi pela nossa mãe. Todos os dias temo receber algum telefonema. As forças escapam-lhe e enche-me o coração de tristeza cada vez que tenho que a ir buscar para casa. Recebemos o que nunca esperei receber, um duro golpe a quem tenta encontrar paz.

Tudo a meter água



















Água. Ontem só via água. E com a camada de nervos que me encontrava, não podia ter tido pior visão.
Já já partilho.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Não encontro os meus óculos

É oficial. Amanhã começa a procura dos óculos perdidos.Ainda há pouco os comprei e esta tarde já se foram. Não há legenda que resista à minha visão ou melhor à falta dela. E só torço para que alguém os tenha encontrado. O percurso possível é simples. Do cemitério ao Restaurante Ribatejo, logo ali na Circunvalação. Dá-se recompensa a quem os encontrar. Se esta falta de visão levasse com ela visões de falta de carácter e respeito pelo próximo eu até os dava, mas infelizmente não é o caso. Wish me luck.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Já disse que hoje estava trânsito?

O dia começou cedo. Muito cedo. Trânsito. Breve passagem pelo escritório, para bem antes das nove estar uma Áurea com mau-humor a chegar à repartição das Finanças. E como eu odeio as Finanças. O atendimento devagar-devagarinho-parado, o tempo de espera, as perguntas com respostas insuficientes, a infinita burocracia e claro os pagamentos. Não andasse eu a conter-me nas asneiras e mandava-os ir roubar ao bilhar grande. Depois escritório, mais reunião e claro mais trânsito. Ansiedade para saber resultado da consulta do O. A perna vai-lhe doendo, o susto foi grande e como em quase,digo e repito, quase tudo na vida inicialmente é dito isto e aquilo para depois se ir apagando com o anoitecer. Fecha-se os olhos e já foi. Homicídio na forma tentada? Que é isso? Adiante. A recuperação corre e é o que realmente importa. É o meu marido e dou o mundo para o ver bem. Incondicionalmente. Depois uma passagem no local de trabalho da Sisse para pormos conversas desérticas em dia. Trânsito e mais trânsito e um calor abrasador. Casa, banho e mudança de modelito para outra reunião, desta vez na Brito Capelo. Serei a única a achar que o raio do Metro lhe tirou a piada toda? Depois passagem rápida no sr. das gomas. Como eu adoro aquela loja.. Final de tarde telefonema da Jú e do O. Breve passagem pela beira-mar. Não perdi o ar pálido mas soube-me pela vida. Trânsito. Casa. Técnico a descarregar mercadoria para logo de seguida lhe avariar o carro. A dez metros cá de casa. Reboque e oficina. Já disse que odeio avarias? Montagem atrasada e compras de material fora de horas. A barriga a dar horas. Coordenação do trabalho e entrega de cabo ali para os lados da Calçada do Ouro. O relógio aponta para as 22horas e a mãe espera-nos para jantar. Beijinho e dois dedos de conversa com o pai que se encontra na sala. Já disse que a minha mãe é a melhor cozinheira do Mundo? Pelo meio, beijinho de parabéns à minha prima Fátima - obrigado por todo o apoio - , à Milocas - eterna Maluka - e à Sofia - boas vidas lá por Espanha Princesa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

You Picked Me

8 meses

O tempo corre veloz. O tempo parou. Cruelmente rápido. Cruelmente lento. Há oito meses perdia quem mais amo e as nossas vidas mudariam para sempre. Uma ténue linha entre o sobreviver e o enlouquecer. Uma recta em piloto automático sem fim à vista, onde os nossos corpos se arrastam lentos e cegos, procurando todas as respostas que escasseiam, pedindo forças que nos ajudem a continuar. Tentando escapar ao limiar da loucura. E para outros tão fácil. Guardo todos os segundos daqueles primeiros dias e ao mesmo tempo o meu coração não aguenta e esconde-os num cantinho. E tudo vira um vazio. Na semana passada passei por uma rapariga. Dentro do carro olhei-a, reconheci-a e segui em frente, virando costas a um passado que não me quero lembrar. Há oito meses praticamente não a conhecia, embora soubesse termos um universo comum. Hoje não a conheço também. Lembro-me que no dia seguinte, apática e sem saber o que fazer, com uma onda de solidariedade enorme às costas e no coração, tentando proteger os meus pais e os demais, sentia-me observada. Essa pessoa estava no meio duma multidão, olhava-me como tantos mas incomodou-me. E quando se dirigiu a mim, estranha, não percebi. As palavras que me disse na altura enfureceram-me. Despropositadas. Inusitadas. Foram isso tudo. E no meio desse tudo disse-me também que o tempo me faria ver o quão verdade era o que me dizia. E desculpou-se pelo timming escolhido. Disse apenas que tinha de seguir o coração, assim mesmo sem me conhecer e dizer-mo pois tinha-lho dito a Ele também poucos dias antes. Calei o grito furioso que teimava em sair. Recusei-me a acreditar. Não tinha o direito de dizer o que disse. Não tinha. Esta semana quando a vi senti-me envergonhada e por isso mal a olhei. Não tive coragem para lhe dizer que tinha razão e que infelizmente eu estava enganada. O tempo, esse maldito que não se pode puxar atrás mostrou-mo. E serve-me hoje o consolo de saber que Ele pelo menos sabia. E serve-me o consolo e o orgulho de ter tido um irmão como Ele que faz pessoas desconhecidas lançarem alertas só para nos pouparem dores desnecessárias. Todos os dias ao deitar peço-Lhe forças para o dia seguinte. Que ajude pelo menos os meus pais. Que lhes amenize um pouco o sofrimento e os guie. Que lhes dê força para continuar e lhes limpe as lágrimas. Para que eu quando ouvir o telemóvel a tocar não trema. Como tremi naquela manhã quando o meu coração me disse que algo havia acontecido. Como tremi quando às seis da manhã me disseram que o O. levou um tiro. Como tremo em cada telefonema a pedir para ir buscar a nossa mamã ao serviço ou ao hospital. Como na semana passada em que ela mal conseguia falar. E a mim incrédula e impotente, sem conseguir amenizar a sua dor, nada mais me resta do que limpar as lágrimas, pôr um rosto calmo, ir busca-la para a deitar e dar-lhe um pouco de paz. Tento protege-los da dor dilacerante que trago no peito. Recolho-me nas amigas, naquelas que são bem mais que isso. Que acompanharam tudo e que ouvem os meus gritos de revolta, que dão um carinho à nossa mãe e que conversam com o nosso pai. E na família que é isso mesmo , família e que está sempre presente. Onde incluo o O. Um marido incansável que mostrou ser isso mesmo. Um marido em toda a ascensão da palavra. Que sabe que adoptamos esse termo e essa postura e mostrou-o. Que sabe que as coisas não se esquecem assim num piscar de olhos de oito meses e que me disse para seguir o coração na hora decidir se acreditava naquela rapariga, que estaria cá para me apoiar se saísse ainda mais magoada. E esteve. No fundo, ele perdeu um irmão também. E a memória dele vai além do que isso. Tenho tanto para Te dizer Bruno. Tanto. Que continuo sem acreditar e sem conceber a minha vida sem Ti. Que todos os dias, no cimo das nossas escadas tenho a secreta esperança de Te ver chegar. Lindo. Sorridente. Bruno.


Amo-te muito irmão

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Eu tenho um galo

Hoje dispensei o despertador. Para que preciso quando me posso dar ao luxo de acordar com um galo? Só meu. A cantar só para mim. Encomendado ontem à tarde no escritório, na esquina do contador da luz - wtf !- enquanto aspirava o chão. Não fosse a dor de cabeça que me trouxe ficava assim com ele, para sempre.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Calorias?

O fim-de-semana passou como uma flecha. Nem dei por ele. Ontem comentava isso mesmo com o O. Parece que os fins-de-semana deixaram de existir.No sábado, ainda engripada, lá consegui tirar uma horinha para ir com a mamã ao ginásio, mas não sei se é do antibiótico ou lá o que é, só me deu para pensar em comida. E andava eu na passadeira e perguntava: mãe não tens fome? Eu comia agora era uma pizza ou uma francesinha. E era ver os demais a olhar para mim como se tivesse a dizer a maior barbaridade do mundo. E a cara da minha mãe? Impagável. No final, já disposta a ir para casa, ela,sempre a melhor mãe do mundo, lá disse para irmos à bendita francesinha. Nem pestanejei. E seguimos, com a mãe finalmente a sorrir após a nossa dolorosa manhã no cemitério. Esfomeadas, acabadinhas de sair do ginásio, fomos abastecer o dobro das calorias que havíamos perdido 5 minutos antes. E soube-me pela vida. Principalmente a sua companhia. A melhor do mundo.