sexta-feira, 29 de maio de 2009

Não encontro os meus óculos

É oficial. Amanhã começa a procura dos óculos perdidos.Ainda há pouco os comprei e esta tarde já se foram. Não há legenda que resista à minha visão ou melhor à falta dela. E só torço para que alguém os tenha encontrado. O percurso possível é simples. Do cemitério ao Restaurante Ribatejo, logo ali na Circunvalação. Dá-se recompensa a quem os encontrar. Se esta falta de visão levasse com ela visões de falta de carácter e respeito pelo próximo eu até os dava, mas infelizmente não é o caso. Wish me luck.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Já disse que hoje estava trânsito?

O dia começou cedo. Muito cedo. Trânsito. Breve passagem pelo escritório, para bem antes das nove estar uma Áurea com mau-humor a chegar à repartição das Finanças. E como eu odeio as Finanças. O atendimento devagar-devagarinho-parado, o tempo de espera, as perguntas com respostas insuficientes, a infinita burocracia e claro os pagamentos. Não andasse eu a conter-me nas asneiras e mandava-os ir roubar ao bilhar grande. Depois escritório, mais reunião e claro mais trânsito. Ansiedade para saber resultado da consulta do O. A perna vai-lhe doendo, o susto foi grande e como em quase,digo e repito, quase tudo na vida inicialmente é dito isto e aquilo para depois se ir apagando com o anoitecer. Fecha-se os olhos e já foi. Homicídio na forma tentada? Que é isso? Adiante. A recuperação corre e é o que realmente importa. É o meu marido e dou o mundo para o ver bem. Incondicionalmente. Depois uma passagem no local de trabalho da Sisse para pormos conversas desérticas em dia. Trânsito e mais trânsito e um calor abrasador. Casa, banho e mudança de modelito para outra reunião, desta vez na Brito Capelo. Serei a única a achar que o raio do Metro lhe tirou a piada toda? Depois passagem rápida no sr. das gomas. Como eu adoro aquela loja.. Final de tarde telefonema da Jú e do O. Breve passagem pela beira-mar. Não perdi o ar pálido mas soube-me pela vida. Trânsito. Casa. Técnico a descarregar mercadoria para logo de seguida lhe avariar o carro. A dez metros cá de casa. Reboque e oficina. Já disse que odeio avarias? Montagem atrasada e compras de material fora de horas. A barriga a dar horas. Coordenação do trabalho e entrega de cabo ali para os lados da Calçada do Ouro. O relógio aponta para as 22horas e a mãe espera-nos para jantar. Beijinho e dois dedos de conversa com o pai que se encontra na sala. Já disse que a minha mãe é a melhor cozinheira do Mundo? Pelo meio, beijinho de parabéns à minha prima Fátima - obrigado por todo o apoio - , à Milocas - eterna Maluka - e à Sofia - boas vidas lá por Espanha Princesa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

You Picked Me

8 meses

O tempo corre veloz. O tempo parou. Cruelmente rápido. Cruelmente lento. Há oito meses perdia quem mais amo e as nossas vidas mudariam para sempre. Uma ténue linha entre o sobreviver e o enlouquecer. Uma recta em piloto automático sem fim à vista, onde os nossos corpos se arrastam lentos e cegos, procurando todas as respostas que escasseiam, pedindo forças que nos ajudem a continuar. Tentando escapar ao limiar da loucura. E para outros tão fácil. Guardo todos os segundos daqueles primeiros dias e ao mesmo tempo o meu coração não aguenta e esconde-os num cantinho. E tudo vira um vazio. Na semana passada passei por uma rapariga. Dentro do carro olhei-a, reconheci-a e segui em frente, virando costas a um passado que não me quero lembrar. Há oito meses praticamente não a conhecia, embora soubesse termos um universo comum. Hoje não a conheço também. Lembro-me que no dia seguinte, apática e sem saber o que fazer, com uma onda de solidariedade enorme às costas e no coração, tentando proteger os meus pais e os demais, sentia-me observada. Essa pessoa estava no meio duma multidão, olhava-me como tantos mas incomodou-me. E quando se dirigiu a mim, estranha, não percebi. As palavras que me disse na altura enfureceram-me. Despropositadas. Inusitadas. Foram isso tudo. E no meio desse tudo disse-me também que o tempo me faria ver o quão verdade era o que me dizia. E desculpou-se pelo timming escolhido. Disse apenas que tinha de seguir o coração, assim mesmo sem me conhecer e dizer-mo pois tinha-lho dito a Ele também poucos dias antes. Calei o grito furioso que teimava em sair. Recusei-me a acreditar. Não tinha o direito de dizer o que disse. Não tinha. Esta semana quando a vi senti-me envergonhada e por isso mal a olhei. Não tive coragem para lhe dizer que tinha razão e que infelizmente eu estava enganada. O tempo, esse maldito que não se pode puxar atrás mostrou-mo. E serve-me hoje o consolo de saber que Ele pelo menos sabia. E serve-me o consolo e o orgulho de ter tido um irmão como Ele que faz pessoas desconhecidas lançarem alertas só para nos pouparem dores desnecessárias. Todos os dias ao deitar peço-Lhe forças para o dia seguinte. Que ajude pelo menos os meus pais. Que lhes amenize um pouco o sofrimento e os guie. Que lhes dê força para continuar e lhes limpe as lágrimas. Para que eu quando ouvir o telemóvel a tocar não trema. Como tremi naquela manhã quando o meu coração me disse que algo havia acontecido. Como tremi quando às seis da manhã me disseram que o O. levou um tiro. Como tremo em cada telefonema a pedir para ir buscar a nossa mamã ao serviço ou ao hospital. Como na semana passada em que ela mal conseguia falar. E a mim incrédula e impotente, sem conseguir amenizar a sua dor, nada mais me resta do que limpar as lágrimas, pôr um rosto calmo, ir busca-la para a deitar e dar-lhe um pouco de paz. Tento protege-los da dor dilacerante que trago no peito. Recolho-me nas amigas, naquelas que são bem mais que isso. Que acompanharam tudo e que ouvem os meus gritos de revolta, que dão um carinho à nossa mãe e que conversam com o nosso pai. E na família que é isso mesmo , família e que está sempre presente. Onde incluo o O. Um marido incansável que mostrou ser isso mesmo. Um marido em toda a ascensão da palavra. Que sabe que adoptamos esse termo e essa postura e mostrou-o. Que sabe que as coisas não se esquecem assim num piscar de olhos de oito meses e que me disse para seguir o coração na hora decidir se acreditava naquela rapariga, que estaria cá para me apoiar se saísse ainda mais magoada. E esteve. No fundo, ele perdeu um irmão também. E a memória dele vai além do que isso. Tenho tanto para Te dizer Bruno. Tanto. Que continuo sem acreditar e sem conceber a minha vida sem Ti. Que todos os dias, no cimo das nossas escadas tenho a secreta esperança de Te ver chegar. Lindo. Sorridente. Bruno.


Amo-te muito irmão

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Eu tenho um galo

Hoje dispensei o despertador. Para que preciso quando me posso dar ao luxo de acordar com um galo? Só meu. A cantar só para mim. Encomendado ontem à tarde no escritório, na esquina do contador da luz - wtf !- enquanto aspirava o chão. Não fosse a dor de cabeça que me trouxe ficava assim com ele, para sempre.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Calorias?

O fim-de-semana passou como uma flecha. Nem dei por ele. Ontem comentava isso mesmo com o O. Parece que os fins-de-semana deixaram de existir.No sábado, ainda engripada, lá consegui tirar uma horinha para ir com a mamã ao ginásio, mas não sei se é do antibiótico ou lá o que é, só me deu para pensar em comida. E andava eu na passadeira e perguntava: mãe não tens fome? Eu comia agora era uma pizza ou uma francesinha. E era ver os demais a olhar para mim como se tivesse a dizer a maior barbaridade do mundo. E a cara da minha mãe? Impagável. No final, já disposta a ir para casa, ela,sempre a melhor mãe do mundo, lá disse para irmos à bendita francesinha. Nem pestanejei. E seguimos, com a mãe finalmente a sorrir após a nossa dolorosa manhã no cemitério. Esfomeadas, acabadinhas de sair do ginásio, fomos abastecer o dobro das calorias que havíamos perdido 5 minutos antes. E soube-me pela vida. Principalmente a sua companhia. A melhor do mundo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Assim como assim, o sol começou a brilhar e a gripe bateu-me à porta. Com força.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A vida tem fases más e fases péssimas. Não deveria ter mas tem. E se por vezes nos é permitido virar costas e tentar fingir que nada se passa, outras é-nos impossível faze-lo. Porque está presente no nosso pensamento a cada segundo que passa. Porque o tempo não volta atrás e arrasta consigo saudades doentias que matam. Todos os dias. Porque há sempre algo que torna pior o péssimo e não deixa o coração repousar. Porque o que está pendente não tem solução à vista embora todos os dias me esforce para que sim. Em busca de respostas que não tenho e que não sei mais onde busca-las, esta semana tem sido particularmente dura e agoniante. Porque todos os dias tento poupar os meus queridos pais e não consigo, embora faça tudo que sei e posso. Mas o passado anda sempre um passo à minha frente e o futuro ainda vem lá longe, tornando o presente terrivelmente dilacerante. E todas as vezes que digo e escrevo o quanto gostaria de os proteger não chegam para diminuir o grito silencioso que trago no peito. Saber que nunca mais serão os mesmos, que agora não vivem apenas sobrevivem mata-me. A sua morte levou parte de quem era, de quem fui. E levou parte dos nossos pais. E andamos assim. A tentar proteger-nos mutuamente, com o coração a sangrar pela sensação que o tempo cruel não pára,corre sempre e que nunca nada mais será como foi. E todos os dias, ao amanhecer, ao anoitecer vejo um pai protector a limpar as lágrimas para que a sua filha não o veja chorar, incrédulo, sempre à espera do que sabe não voltar, sempre à espera do amanhã mas com o passado no coração. Com a vã esperança que lhe devolvam o filho que tanto ama.E todos os dias vejo uma mãe a quem amparo o choro e calo os gritos, sempre na janela à espera Dele. Sacrificada por uma vida que já não lhe pertence e que da forma mais monstruosa lhe tirou quem mais amava. E depois surgem os momentos que calcam ainda mais o coração ferido. A procura de respostas e soluções que não podem esperar. Porque o tempo é mesmo assim. Cortante, corrido e traiçoeiro. E no pesaroso silencio da noite, quando é dado algum descanso às nossas almas magoadas, o meu coração contorce-se. Porque sinto a Sua falta e não consigo conceber a minha vida sem Ele. Porque o silêncio e o luto que se instalou no nosso lar, sem ser sequer convidado, mata e mói. E todos os dias penso o que sentiria se Deus tivesse levado alguém que eu gostasse muito. E revolto-me com a vida. Não estava eu preparada para ver partir alguém que gostasse muito. Muito menos estava eu preparada para perder quem mais amava e que fez de mim quem sou hoje. Quem mais amava na vida.
Amo-te irmão. Como sempre. Para sempre.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Faz mal mas sabe bem

O relógio aponta 01h52 e o Orlando, mesmo com este tempo michuruca, teve coragem para se levantar da cama, vestir e ir às roullotes. Ainda lhe disse para irmos arranjar algo à cozinha, mas.. Obviamente que ele é agora o único culpado por, daqui a alguns minutos, aqui a je se ir empanturrar com um cachorro. Enorme, cheio de batatas e ketchup. O único culpado. Tenho dito.

domingo, 10 de maio de 2009

Campeões irmão


Criminal Minds

Zapping, zapping e mais zapping. Talvez dê por isso especial importância ao pouco que gosto de ver. As séries "Dirty Sexy Money", "Private Practice" e "The City". A minha vénia para "Criminal Minds". É do conhecimento geral que gosto. Muito mesmo. Prende-me a atenção e pronto. Fico danada quando perco um episódio.



sábado, 9 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Calçada da minha vida

Os saltos finos, singelos com que me habituei a caminhar não se adaptam à calçada portuguesa que se transformou a minha vida. Dou voltas, ando em bicos de pé, escolho caminhos que, apesar de se apresentarem mais longos, antevejo serem menos problemáticos mas surge sempre um declínio, um fosso que me dificulta a penosa caminhada em que se transformou a minha existência. E saber que não voltarei a ver a estrada que já tive o prazer de percorrer todos os dias mata-me. Uma linha quase toda ela recta, devidamente assinalada na qual encontrava sinalização sempre que não sabia por onde seguir, onde sabia que andariamos sempre lado a lado, onde sabia que teria sempre um conselheiro, um irmão, um amigo, um melhor amigo com quem via sempre o final da rua. E isso agora terminou. Todos os dias os meus saltos se estragam neste árduo caminho. Todos os dias preciso de placas e indicações que não tenho, que não encontro e que ninguém é capaz de me dar. Preciso de respostas para seguir caminho, para resolver tudo que está pendente e terminar tudo que precisa ser terminado. Faço tudo que posso e não posso para tornar a calçada menos árdua para quem mais amo, para os que mais estão a sofrer e que nunca hesitaram em nos estender o braço quando só precisamos duma mão, e a esses, aos meus pais que nada disto mereciam, não consigo poupar certos passos que seriam escusados, numa altura em que não deveriam caminhar, muitos menos por caminhos tão difíceis. Daria eu tudo que tenho e não tenho para não os ver à procura de respostas que não têm, para não andarem a tentar adivinhar qual o caminho que foi iniciado, quais as placas que foram seguidas e quais os parqueamentos pagos. Mas não. Caminhamos às cegas, agarrados às paredes, num caminho cheio de percalços, no qual apenas pedia que todos se limitassem a fazer o que tem que ser feito, a entregar o que tem de ser entregue, a ter o mínimo de respeito, para não ter que viver momentos como vivi ontem. Mas não, apesar de tudo insistem em fazer mais buracos, a omitir placas e a calcar os pés a quem já nem chão tem.

“Feira de Artesanato Urbano”

Eat Sushi Design with Fusing


















“Feira de Artesanato Urbano”
Datas: 8 e 9 de Maio (6ªfeira e Sábado)

Horário:
6ªfeira 18h00-24h00
Sábado 16h00-24h00
Visitantes: Entrada Livre

terça-feira, 5 de maio de 2009

O telefone que toca..

O dia amanhece e o relógio biológico desperta-me. Os olhos ainda mal abriram, o meu corpo ainda está adormecido e já estou ao telemóvel. Geralmente, primeira chamada do dia: Luís. Certificar se a equipa está coordenada. Apartir daí é um suplicio pois detesto falar ao telemóvel. Chamada do Luís, ligação para o técnico e outra para o electricista. Volto a falar com o Luís mas entretanto um de nós tem que desligar pois há um cliente a querer falar. E assim o dia inteiro. Depois há sempre as mensagens praxe das amigas que nunca me desampararam. Que vêm sempre há mesma hora. Sempre com o mesmo carinho. Depois são as chamadas para e do Landinho. Hoje quase a descontrolar-me de tanto que me falou em praia e mais praia e mais bronze. E mais isto e mais aquilo e mais a brisa do mar. Está assim proibido de me ligar até logo. Durante o dia não descanso se não falar com os meus pais, principalmente com a mamã, sempre atenta às suas idas ao cemitério num esforço, nem sempre conseguido, de tentar ir ao seu encontro pois receio o que possa acontecer. Depois vêm mais 234499 chamadas de trabalho e hoje pelo meio um telefonema para uma amiga, assim um tou e apenas isso, seguido dum desabafo silencioso, daquele que vale por mil palavras, no qual cada lágrima é uma palavra, uma frase, um grito de desespero por tudo inconcebível e inesperado que magoa e me corta o coração. No entretanto o outro telemóvel toca. Um rápido obrigado querida e um não te preocupes comigo, para em 2 segundos voltar à Áurea de todos os dias, sem a voz tremida ou réstia de soluços. Para mais uma chamada e outra, e mais uma mensagem que ficou por responder.
Se o arrependimento mata-se..

domingo, 3 de maio de 2009

Yah onde foste ontem? Tive a colar com umas letras dos pacotes de açucar..

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Concurso " À procura do Principe encantado num cavalo branco."

Estão abertas as inscrições a todos os interessados.
Consultem o regulamento aqui.
Amazing.

Cumulo dos cumulos

Há pessoas que não têm mesmo noção e devem pensar que a malta anda a trabalhar para aquecer. Tudo isto porque passei o dia inteiro a ver CV e fotos e mais currículos e mais fotos, e mais telefonemas, para no final escolher uma pessoa que me responde que não está interessada em determinado tipo de trabalho. Enfim. Vontade tive de lhe reenviar o mail para lhe lembrar o que lá vinha. No comments.

Parabéns à nossa mãe

Sabes irmão, ontem mal consegui olhar para a nossa mãe. Fiquei sem palavras nem coragem. Aquela que sempre nos mimou em excesso, que nos soube dar força quando estivemos em baixo, que sorriu quando chegamos a casa exaltantes, que chorou connosco quando lhe abrimos a nossa alma e precisamos de um ombro amigo fez ontem anos. Porque é isso que ela sempre foi. Uma mãe, uma companheira, uma amiga. A melhor amiga. Que como mãe extremosa, foi mãe dos que escolhemos para seus novos filhos. Assim sem pestanejar ou questionar deu-nos sempre a mão e o colo, como se o tempo tivesse parado e nos mantivéssemos aqueles meninos mimosos, que ela só com o olhar demonstrava que amava incondicionalmente. E Deus tirou-lhe o seu menino, o que mais amava na vida e Tu não estiveste cá ontem para lhe dar os parabéns, para lhe sorrires da forma que só tu sabias fazer. Para a fazeres sentir sempre a melhor mãe do mundo. É exactamente isso que ela é. A melhor mãe do Mundo. E eu amo-a muito. E sei que tu também e que lho dizes todos os dias.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cumulo dos cumulos

Sem comentarios.

Hoje sinto-me assim
















Sem coragem e sem palavras.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

E porque é que hoje me lembrei das gomas? Porque para além de me estarem a apetecer, uma amiga enviou-me um mail a falar das velhinhas petazetas e dei comigo a pensar que nunca mais as vi à venda. Não que adorasse, mas em garota até me sabiam bem e soltei muita gargalhada com as amigas por causa dos estalinhos.

Vá, gulosa

Sempre gostei de gomas. De ursinhos,de ovinhos, de morangos, de coca-colas, de lágrimas, de línguas, tudo. E há bem pouco tempo uma amiga lembrou-me dumas lojas de antigo comércio ali para os lados da Rua Brito Capelo. São lojas antigas e cheias de gomas. Tem de tudo, sempre vendidas em sacos de 50 cêntimos. Escusado será dizer que agora, sempre que lá vou, me perco e trago uma batalhão de gomas para casa, que se dariam para um mês não nos perdessemos nós a come-las em quinze dias ( leia-se eu, o Orlando e de quando a quando a sra. minha mãe) .Às vezes assolam-me os remorsos e dou comigo a pensar se mais tarde não irei sofrer as consequências destes meus exageros. Mas depois deito para trás das costas e tento recompensar com exercício e muita água. É uma das poucas coisas boas de ser magrinha e sem tendência para engordar. A minha vida já anda tão amarga e cheia de surpresas desagradáveis que umas gominhas vêm sempre a calhar para enganar a alma.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma vergonha.

Travian ( eliminado e postado novamente)

Há largos meses que o disse aqui, e continuamos rendidos. E connosco quase toda a malta cá do tasco. É que agora temos ainda outro incentivo, VG.

My name is..

Este espaço sempre recebeu um ou outro comentário anónimo mas nunca tive problemas com isso ao contrário de alguns blogs que sigo diariamente. Até hoje. Pergunto-me que anormal é aquele que se dá ao trabalho de vir à casa dos outros comentar fazendo-se passar por outra pessoa. É que não entendo mesmo e só vejo justificação num elevado grau de frustração e leviandade. É mesmo caso para o mandar ir dar a volta ao bilhar grande. E depois então convido-o a vir até aqui, a este meu singelo e humilde espaço dizer de sua graça. A sério que não entendo o que possa ganhar com isso, ainda para mais fazendo-se passar por quem passou. E vê-se bem que é alguém que não me conhece minimamente pois caso contrario saberia que não alimento esse tipo de polémicas, e a primeira coisa que iria fazer era falar com a pessoa em questão. E assim fiz. E agradeço à minha família me ter incutido o espírito de justiça. Não suporto mal-entendidos. Não suporto injustiças. Embora mas façam muitas vezes. E embora nessas vezes nem tenha oportunidade para defender pois não mo dizem. É mais fácil assim. Mas magoa. Quem o fez concerteza é alguém ressabiado que só está bem a viver a vida dos outros, daquele tipo de gente que sorri connosco e ri nas nossas costas. Que nos dá a mão com intuito nos ver o braço. Daqueles que desde logo esperaram que a minha vida virasse novela mexicana. Que camuflados e após o impacto inicial sempre quiseram saber apenas o que não nos interessava para nada. Esqueceram-se também que sou igual a ele e que isso nos momentos cruciais é o que importa. Sou a sua imagem e tenho muito orgulho nisso. Mas é natural que não o saiba pois só alguém que me conheça pouco ou nada o faria. De certeza. Mas sem ressentimentos. Entre e pergunte o que quiser saber pois nunca deixei ninguém sem resposta. E não, não tenho porque me chatear com ela, não vale apena vir para aqui criar polémicas. E não tenha medo que não ocupamos o lugar de ninguém na vida uma da outra. Há espaço para todos. Agora arranje uma vidinha sim e deixe-me quieta no meu canto . Há quem precise de paz, que precise de chorar tudo que não chorou, que precise gritar o que não gritou, que precise começar a pensar em si. Que precise dum sol amigo pois a luz da sua vida apagou-se para sempre. E com isso não se brinca. Nem eu admito.
Deus Te guarde e Te proteja. E que nunca Te deixe duvidar do quão especial eras meu irmão. Inesquecível. E já passou algum tempo, não muito. E parece que foi ontem.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Coincidências?

Esta noite, o Leixões recebe aqui no estádio do Mar o seu rival Guimarães. A antever possíveis e certos desacatos o Orlando tirou me logo da ideia uma possível ia ao estádio. Com isto, são 17h e um amigo meu já tem a sua carrinha completamente riscada.
Coincidências?

Diary

É sempre assim. Quando uma amiga faz anos passo montes de tempo a matutar na prenda. Com a Sarinha, em Março, não foi excepção. No final a escolha recaiu em 2 bilhetes para dois espectáculos aqui, na capital do Norte, do sotaque. Mas como não tinha lógica alguma ela ir sozinha eu e o Orlando decidimos que lhe faríamos companhia. Desculpas, digo eu. Um foi nos dias imediatamente a seguir e o outro na passada sexta-feira. A semana não tinha corrido bem e deu para descontrair. Cantei, gargalhei, liguei às amigas, sorri e com muito esforço não chorei. O Orlando olhou-me e num ímpeto, assim sem dizer nada reconfortou-me. A Sarinha, que tanto conviveu lá em casa, soube exactamente as alturas nas quais tanto me lembrei de ti. Mais que um ombro, uma amiga. Uma alma amiga. Depois veio o sábado e com ele uma casa sombria, sem vida, uns pais cabisbaixos, chorosos em silêncio, que não suportam cada dia que passa, que não suportam o fim-de-semana e tudo o que ele arrasta consigo. De manhã fomos ao teu encontro. De tarde também. Assim como que terapia, reconforta-nos a alma magoada ir ao cemitério. Só para te dizermos que te amamos, que nunca nos esqueceremos de ti. Que a tua presença é grande e a tua alma ainda maior. O final de tarde trouxe uma visita boa. Reconfortante, companheira, que me faz agradecer todos os dias a família maravilhosa que tenho, sempre presente, que tanta força nos dão em dias tão difíceis como foi ontem. Estavam lá todos. Em silêncio, a dar-nos conforto, a chorar connosco e a amparar-nos as lágrimas,numa corrente que julgava não ser possível e que não me permite encontrar palavras à altura de a descrever.

7 meses

Amo-te muito irmão

Vocação de familia?

Eis que chego a casa e tenho à minha espera este cenário..














Vai virar informática esta miúda.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Às escondidinhas

Por causa do work passo muito tempo no PC e na Internet. E tenho por hábito pesquisar sobre muita matéria que julgue me possa vir a ser útil, e nos entretantos obviamente, passo por muita informação que não creio vir a precisar. E esta conversa porque? Porque posso quase arriscar que nas ultimas semanas vi mais de dez anúncios de mágicos e ilusionistas. E não dei importância. A memoriazita diz-me que vi mas não fixei, e que pensei que como na vida o que o que não falta para aí são mágicos e ilusionistas. O pior é que preciso de arranjar um mágico com x características para hoje, para agora, para ONTEM, e rien. Nada. Tive horas à procura, fiz toneladas de telefonemas, coloquei um anúncio e nada. Ou melhor encontrei dois mas de bastante longe, sendo que para o efeito que é não compensa. É de mim ou é sempre assim? Passamos toda a nossa vida a olhar para tudo e esse tudo parece-nos nada, passamos a vida a esbarrar em coisas que não ligamos e mais tarde quando precisamos não as encontramos. E eu penso, fogo ainda ontem o vi, estava exactamente aqui. E nada. E fico fula e danada por ser tão distraída. E ainda pior pois parece que as coisas escolhem a pior altura para brincar comigo às escondidinhas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Estaria ela por aqui?



E veio nobre Pedro à procura da sua Inês aqui, em Terras de Horizonte e Mar. Estaria ela escondida entre a claque rival, meu caro Pedro? Estaria ela a aprecia-lo de longe, de soslaio camuflada entre o vermelho que cobriu o Estádio do Mar nessa tarde?
Diz quem a viu, que estava graciosa e rendida ao hino leixonense.

Compal de Goiaba

A planear um rapto. Para breve..
Até lá, às voltas com trabalhinho e novo projecto.

domingo, 19 de abril de 2009

Os vinte e cinco anos chegaram. Sem surpresas, sem esperança, sem ti. Não encontrei forças e as lágrimas insistiram. Fiz tudo para esconder a minha alma dos nossos pais. Eles, de quem sempre nos orgulhamos em voz alta, por seu lado fizeram tudo para me protegerem da tristeza, embora saiba o quanto choraram em silêncio. Recordarei para sempre quando em Março de 2008, após uma discussão tonta de irmãos e da qual me arrependo até hoje, tu para me atingires me disseste num tom furioso " E fica já a saber que nunca mais te vou dar os Parabéns". Sabias que nesse dia partia para Lisboa e não voltava para o meu aniversário. Ainda hoje te ouço a dizer-mo. Magoado comigo, caprichoso e ao mesmo tempo carinhoso. E demonstraste esse afecto ao escolheres atingir-me com algo que à vista dos comuns mortais parece tão simples. Chorei de raiva, mas sorri no coração. O que te havias de lembrar.. O meu aniversário chegou um mês depois e com ele um dia em que andei a mil. Ligaste-me uma única vez. Eu atendi mil telefonemas mas por causa do trabalho não consegui atender apenas uma chamada e a mais importante, a tua. Tu não voltaste a ligar embora tenhas dito à mãe que sim. Ninguém, além de ti, teve noção da tristeza que me ia no coração quando à noite jantei com os amigos eternos daquela Lisboa que tanto gosto. Um ano passou e os Parabéns voltaram a não chegar. Este ano falar no meu aniversário matava-me. Meu Príncipe, houve tantas coisas que me disseste que pareciam anunciar que te chamavam para longe de mim. Essa foi uma delas, e inexplicavelmente foi das frases que mais me lembrei nas horas seguintes à Tua partida. Não me voltarias a dar os parabéns. Tu, que eras quem mais amava nunca mais me enviarias mensagens a desejar felicidades com um amo-te em remate. Não, tu não me mandavas os beijinhos habituais. Vinha um amo-te irmã, simples, sofisticado e eterno, que tive a felicidade de guardar. Daqueles que me escreveste na fita académica. Até nesse vulgar gesto marcaste a diferença. Enquanto todos escreveram as habituais dedicatórias, tu do alto de todo o teu ser, do fundo de toda a tua elegância que se confundia com uma simplicidade genuína falaste-me em Deus. O Bruno trabalhador, stressado, amigo, divertido, borgueiro, rebelde e luz de todas as festas tinha uma relação muito profunda com Deus, que mesmo eu irmão,que tão bem te conhecia, por vezes não encontrava explicação. E admirava-te por isso. Nunca tive nem tenho reticencias em dizer o que me vai na alma, e por mais estranho que possa soar sempre achei essa tua ligação a Deus muito especial. E sabes querido, é nisso que me tento agarrar. Tu eras especial. Sempre to disse. E di-lo-ei sempre. E todos os anos, no dia 11 de Abril olharei para o céu, e soprar-me-às os Parabéns. Porque a nossa ligação é eterna.