terça-feira, 31 de março de 2009

Como se diz cá por casa não há como fugir ao destino. E infelizmente a morte tem rodeado toda a nossa familia. Hoje, um irmão da minha sogra (tio do Orlando) faleceu. Andava a pintar a casa e caiu da escada. Faleceu ali mesmo. Não foi de doença e nada o fazia prever. Mas o que é que nos faz estar exactamente no sitio errado, à hora errada? Agarro-me à ideia que é o destino e que nada nem ninguém pode fazer nada para o mudar. Apressadamente dirigi-me para casa dos pais do O. para oferecer um ombro amigo à minha sogra. E ao olha-la revi-me. Não na relação dela com o irmão que era mais distante da que tinha com o meu, mas no seu olhar. Incrédulo, distante, ansioso. Soube exactamente o que sentia. Poderia te-lo descrito ali, pormonorizadamente sem ninguém mo pedir. Mas todos os pormenores, por mais que fossem, resumir-se-iam no facto de não acreditar. E eu soube-o assim que a olhei. E ela soube-o assim que me olhou. As lágimas caíram para logo secarem. A sua preocupação era com os outros. Tal como outrora o fiz.

domingo, 29 de março de 2009

Playboy














Nem eu nem o Orlando vencemos. Andávamos há semanas a apostar em quem seria a capa da Playboy e falhamos. Eu esperava alguém que criasse mais impacto, como foi o convite feito à Silvia Rizzo, nunca uma Mónica Sofia e muito menos com aquele piercing horroroso no umbigo ( ela é gira e tal, mas é uma escolha muito previsivel). Assumo que fui uma das mulheres que comprou a revista e não me convenceu. Obviamente que o O. e a maltinha lá do office agradeceram. Mas meus queridos, para o próximo mês não contem com a je, comprem-na vocês.

sábado, 28 de março de 2009

Sushi Baby

Se ouço mais uma vez que seja naquele escritório a cantarem... sushi baby..sushi baby... juro que esgano alguém.. É que pior que a frase ( sim porque eles só cantam essa parte) é o tom que o fazem, geralmente depois duma conversa menos própria sobre alguma gaja.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Seis meses










Faz neste momento seis meses que te vi pela última vez. Sorriste-me de soslaio, um sorriso só teu.. É assim que te recordo, que te vejo todos os dias, em todos os locais. Porque é inexplicável a dor que sinto.
Amo-te irmão

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sissi

A nossa sweet home recebeu outro habitante. Tem dois meses, é afável, traquina e faz aqueles graças típicas da idade. Para nosso espanto corre tudo e não se amedronta perante as outras 3 mulherzinhas cá de casa. Elas ficam assim como quem não sabe o que fazer mas aos poucos vão-se a habituando.. A Daisy é que no sábado, em jeito de amuada e mimalhinha, pela primeira vez foi dormir para o sofá..Ohhh.. Pior só mesmo o guizo a toda a hora..
Mas a pequenina deu vida à casa.
Linda e irresistível.

sexta-feira, 20 de março de 2009

quarta-feira, 18 de março de 2009

Eu no mundo dos homens

Que a informática é um mundo maioritariamente masculino já sabia. Que o ramo de equipamentos e software informáticos para restauração é ainda mais masculino também. Era uma questão de tempo até ser alvo dum acto de "discriminação", e isso também eu já sabia. E ei-lo. Chegou na voz dum cliente. Relatando. Fala comigo ao telefone sobre um sistema de vigilância. Agendo com ele uma visita ao seu estabelecimento para o dia seguinte, mas cinco minutos passaram e ele liga para o L. Estranhei uma vez que já tinha combinado tudo com ele. Faz ao L. as mesmas perguntas, leva as mesmas respostas e termina em beleza - eu falei à pouco com uma menina aí da empresa mas sabe isto das vigilâncias é melhor tratar com um homem, sabe como é..assuntos de homens..
Não, não sabia.

terça-feira, 17 de março de 2009

Eu disse

Pois bem.. A febre chegou, a dor de ouvidos e garganta também. Parece que a gripe já deve estar a passar as portagens. Com tanta invasão, o relógio ainda marca 21 e eu refugiei-me na cama.















A malta por aqui adora o calor. Já anda de manguinha curta, cabelos ao vento e rosto mais saudável. Mas será que é só a mim que este calor fora d'horas provoca uma ligeira dor de cabeça?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sempre dissemos que acabaríamos a trabalhar juntos. O meu irmão soltava sempre " Um dia trabalharás para mim", mas já sabia que a correcção viria. "Para ti não, contigo". Ele sorria sempre, olhava-me carinhosamente e lembrava-me que era um mundo de trabalho para lá de intensivo. Eu não tinha medo, nem tão pouco me assustava com isso e ele, melhor que ninguém, sabia-o. Projectávamos a minha entrada de mansinho na Contacto, e a gerência da grande obra da sua vida que seria o Restaurante que ia abrir, juntamente com o seu melhor cliente e amigo. Era um projecto daqueles que nos dão calafrios na barriga só de pensar. Um espaço enorme numa das mais movimentadas ruas desta Terra de Horizonte e Mar. Os meus pais inicialmente ficaram apreensivos mas depressa todo e qualquer receio se dissipou. Bastava ouvi-lo. Bastava observa-lo e acreditávamos. Com a sua capacidade de trabalho, empreendedorismo e inteligência sabíamos que seria capaz de levar adiante este sonho gigante. Só dele. Especial e feito à sua medida. Quando nos mostrou o espaço as ideias dele fluíram. Sabia exactamente como queria cada canto dos dois andares. Tinha tudo na mente e as palavras eram reflexo disso mesmo. Falou-nos sem hesitação, firme e foi capaz de nos dizer exactamente o que pretendia. Ele era assim,tinha essa capacidade única de acreditar e fazer-se acreditar . Infelizmente não teve tempo para o concretizar. Talvez tenha sido Deus que assim ditou, não sei.Naquele factidico dia que nos roubou toda a nossa vida, todos os nossos sonhos sabia que não conseguiria levar adiante esse sonho, dele. Com a vida completamente virada do avesso tive que tomar muitas decisões e das quais me orgulho. Lembro-me que nem tive medo. Fiquei gelada com o sangue bloqueado e recusava-me a acreditar. Não era assim que as coisas deveriam ter acontecido. Eu ia entrando na Contacto pouco a pouco. Mas o pior aconteceu e tinha lhe prestar a maior homenagem. Por tudo e por nada, mas essencialmente por ser ele quem mais amo e admiro, por ter sido ele o meu Herói toda a minha vida, por todos os amo-te que dissemos e por todos os que ficaram por dizer. E assim foi, a menina virou mulher naquele dia. E só tinha duas preocupações, a minha família e a empresa. O resto viria por arrasto. Hoje olho para trás e receio o futuro. Não chorei a partida dele e sei disso. Inconscientemente ainda dou por mim em casa sentada à mesa, à espera de o ver chegar naquele jeito apressado tão dele. Mas ele não chega. E sinto os meus pais a morrerem lentamente, a envelhecerem dia após dia numa vida que não era suposto ser assim. Todos os dias eu sorrio-lhes. Todos os dias mostro-lhes uma Áurea com boa cara ainda que cansada. Todos os dias lhes falo da minha maratona diária, para que não se preocupem. Todos os dias me ligam a perguntar a que horas chego para jantar, tal como durante 27 anos fizeram com o meu irmão. Assim, muitas vezes chego a casa e limpo as lágrimas no vão da escada. Sei que sofrem ainda mais por me verem sofrer, e eu faço tudo,tudo para amenizar a dor deles, uma dor inconcebível, só deles e que lhes retirou parte da vida.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Parabéns a voce

Um saltinho rápido para desejar um feliz aniversário à minha priminha Eduarda que faz hoje um aninho e à Sarinha que faz 23.
Xi apertadinho

terça-feira, 10 de março de 2009

Ora toma

Hoje fui ao ginásio. Inacreditavelmente eu sei, mas a mais que não seja para calar as bocas de gozo e descrédito do sr meu marido que apostou que não iria. Fui após o trabalho e estou exausta. O meu corpo só pede banheira, massagens e cama. E cama e mais cama. De enervar as parvinhas que por lá se passeiam e discutem as cores das unhas, a noite do Porto, os calções do personal trainer. Cinco minutos de exercício, dez de conversa empoleiradas nas máquinas. Enfim. A registar o dez a zero que a minha mãe me deu. Uma força da natureza esta minha mãe.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Como o M. disse

Com as pedras que me atiram, eu construo meu castelo.

Coração alfacinha

A menina que partiu para Lisboa, para três anos depois regressar mulher, foi este fim-de-semana à capital visitar aqueles que lhe enchem a alma.
Ombros amigos, sorrisos sinceros, piadas na altura certa. De coração aberto abracei-me a cada um deles. Ai que as saudadinhas apertavam.Foi um desabafo na altura certa, prestes a explodir. Foi o chorar sorrindo, o sorrir a chorar. Foram gestos de carinho que me limparam as lágrimas. É o saber ouvir, o dizer que se gosta porque se gosta e se quer bem. Sem contrapartida alguma, apenas porque é bom dar mas também receber. E isso de tão raro torna-se quase que inatingível e inconcebível, assumindo um misto de precioso. Algo que me orgulho de ter na minha vida. Ainda que longe, amigos que são isso mesmo. Amigos. Com tudo o que isso implica.
E aqui deste cantinho, no norte, tenho-vos no coração.
Eu volto.

sexta-feira, 6 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

Só vejo roxo

É impressão minha ou anda tudo de roxo? Eu olho em volta e só vejo malas, botas, camisolas roxas.Casacos então nem vale apena falar. Está bem que é moda e tal, mas começo a pensar que tá tudo louco. Ele é montras em tom de roxo, logótipos, chávenas nos cafés. É a roxamania . Eu tenho uma ou duas peças no meu armário admito, que neste momento não visto por razões óbvias, mas ainda estou muito longe desta febre que se ta a viver. As garotas então, em cinco, três aderiram à moda. Para o comprovar? Basta passar em frente a uma escola secundária, à hora de saída e é vê-las histericamente vaidosas a exibir o seu roxo. Roxo ou roxinho como dizia em tom de brincadeira o meu querido irmão.
Não há paciência.

Eu já

Uma amiga perguntou-me porque nunca fui numa de "eu já" ou "eu nunca". Ficam já aqui dois, nunca me lembrei e eu já vou tratar disso. Hoje fico-me pelo primeiro. O outro terá de esperar.

Eu já recebi a notícia da morte da pessoa que mais amo, o meu irmão.
Eu já conduzi alcoolizada.
Eu já quis viver em Paris e estudar em Londres.
Eu já fui louca por pastéis de nata.
Eu já corri os hospitais à procura duma amiga.
Eu já passei férias no Algarve praticamente sozinha.
Eu já trabalhei numa discoteca.
Eu já acusei álcool no sangue sem ter bebido uma única gota.
Eu já desisti a meio duma prova oral.
Eu já chorei por amor.
Eu já abdiquei do meu sonho profissional.
Eu já vi voar a minha roupa em plena A8.
Eu já decidi a data do meu casamento 150000 vezes.
Eu já fui agredida no meio da rua.
Eu já regateei com ladrões.
Eu já sorri quando me apetecia chorar.
Eu já usei aparelho nos dentes.
Eu já desejei muito mal a uma pessoa.
Eu já fui acordada com a noticia que o meu marido levou um tiro.
Eu já fiz Lisboa-Porto numa hora e meia.
Eu já quase morri afogada.
Eu já fui à Disney Paris.
Eu já furei as orelhas cinco vezes e decidi fazer uma tattoo.
Eu já paguei balurdios por uma mala.
Eu já comecei a escrever um livro.
Eu já tive que dar a pior noticia de todas aos meus pais.
Eu já tive que despedir uma amiga.
Eu já andei horas sem destino.
Eu já troquei o Porto por Lisboa, por amor.
Eu já trabalhei num jornal.
Eu já me decidi a aprender alemão 1000vezes e desisti outras tantas.
Eu já emprestei dinheiro para um aborto.

Pragas

Devem ter lançado por estas bandas alguma praga, maldição e tudo esteja relacionado com desejar mal. Muitos que adoro têm apanhado sustos a valer ou têm-se visto a mãos com problemas, ou melhor problemaços.
Para ti querida amiga, que tens sido incansável comigo e com os meus, só tenho palavras de carinho. Tens aqui um ombro amigo, ou melhor dois, quatro, oito. Tudo. Nunca conseguirei agradecer-te tudo que tens feito por mim, e nesta partida que o acaso agora te pregou só me resta dizer-te pela 1000ª vez que estou por aqui. Para rir, para chorar, para espairecer sem destino, para desabafos fora de horas. Porque para ti não tenho relógio.
Tenho o sempre.

domingo, 1 de março de 2009

2 Oficiais

É oficial e vai ser mesmo desta.
Primeiro - Vou para o ginásio. A inscrição está feita e o equipamento comprado. Só falta mesmo eu lá por os pezinhos apartir de segunda-feira. Esta decisão vem muito pela necessidade que sinto de me cansar, cansar para chegar à cama e dormir pelo menos umas horas seguidas e também para arrastar a mamã para ela se distrair.
Segundo - Finalmente vai ser desta que vou a Lisboa. Já na próxima sexta-feira, onde permanecerei até domingo para matar saudades daqueles que tanto adoro e para tratar de algumas papeladas pendentes.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

26 de Fevereiro

5 meses passaram..
E serás sempre o meu Herói.
Amo-te irmão

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Twitter

Tenho que confessar que acho uma certa piada e por isso, hoje mesmo, aderi.
Em quatro anos nunca demos importância ao dia dos Namorados. Este ano não foi excepção e só me lembrei do dia que era quando, ao final da tarde, estranhei as minhas amigas todas me começaram a ligar a perguntar onde ia jantar. Não fui. Tinha tido uma manhã complicada e uma tarde cheia de trabalho e não me apetecia sair. De cabelo amarrado e com um look de trazer por casa ia-me limitar a fumar um cigarrinho no tasco à porta de casa, enquanto o Orlando se entretinha a jogar matraquilhos. Era para ser assim, mas por volta das 23h30, quando ia para casa o Orlando insistiu que fossemos sair. Repeti que não, que não me apetecia, não estava arranjada e principalmente que não tinha disposição psicológica para. Mas tanto insistiu que acabei por ir. Nesta fase tão difícil ele tem sido incansável e o que mais admiro é que tal como eu, ele foi capaz de atirar para o amanhã as suas dores e angustias, e tentar apoiar ao máximo os meus pais, no agora, no presente, mostrando-lhes que podem contar connosco. Por isso e por tudo, porque o amo, não lhe posso só dizer nãos e confiná-lo à vida cinzenta que se transformou a minha vida. Assim e embora com a certeza que não queria ir, lá acabei por ir. A nós juntaram-se os amigos mais íntimos. O local era porreirinho, o ambiente também mas uma hora e duas vodkas depois pedi para regressarmos. Se entrei lá triste, foi uma Áurea prestes a explodir em lágrimas que abandonou o local. Em silêncio até casa. Só pedia que ninguém me perguntasse nada. Não o fizeram. Conhecem-me. Sabiam o porquê do meu silêncio. Sempre defendi que na vida há um timming para tudo. Mesmo aqui, no Natal o afirmei. O meu para sair, dançar e cantar definitivamente ainda não chegou.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Meu Herói


A vida encarrega-se de nos ir dando desgostos para nos relembrar que nem todos somos iguais. Mesmo assim, estou sempre por aqui.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Nunca, nunca mais

Feliz quem se pode gabar de não ter nenhum nunca na vida. Eu dava tudo para não o ter.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Bye bye borbulhas

Hoje foi dia de graxa. E de pedinchice também. Nada o meu género, mas valeu a pena. Passo a explicar. Sempre tive algumas borbulhas na cara mas nos últimos meses, talvez pelas alterações psicológicas não sei, intensificou-se. O que ainda me enervou mais. Por menos vaidosa que uma gaja seja, ninguém gosta de se ver ao espelho e saltar à vista quatro borbulhonas e mais outras a querer ver o sol. Parvas e inconvenientes. E como não gosto de usar base lá tenho que evitar amarrar o cabelo, e abstrair-me dos vulcões que levo comigo todos os dias para o trabalho. Mas tudo tem limite, e hoje lá fui eu ao Dr.Adão Fonseca em busca duma solução. Rápida. E só ele é que a tem, e eu sei. Depois da chegazinha natural ( que se há uns anos atrás tivesse terminado o tratamento não me queixaria agora) lá se rendeu e fez-me a vontade. Com um aparelho a lembrar aqueles do dentista, queimou-me o rosto, pontinho a pontinho onde tenho acne. O tratamento é antigo , pouco praticado e muito eficaz. A dor é suportável, o cheiro a pele de porco queimada também. Pior só mesmo o rosto cheio de pequenas marcas castanhas, que me impossibilita nestes dois primeiros dias de ter uma vida profissional normal, assim o trabalho restringe-se ao escritório. Mas compensa muito e a curto-prazo. A pele em cinco dias renova-se e bye bye borbulhas. Acabei por ceder também e fazer o tratamento novamente. Odeio o Roacutan® (Isotretinoína) mas odeio ainda mais estas borbulhas feiosas.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O sol lá fora e eu..

Hoje tirei a manhã para mim. Para ficar caprichosa e sonolenta na cama até não querer mais. Apeteceu-me. E mereço. A semana inicia-se com dualidade nos pedidos. Que me ofereça ao menos um tempinho para estar com os meus, o que mal me foi permitido na semana passada tal o volume de trabalho, mas ao mesmo tempo que traga o mesmo dito volume. Não posso ter os dois. Assim sendo, fico-me pelo segundo pedido. É que a malta não vive do ar e também temos um sonho para continuar. E os meus, embora não me vejam muito, ficam conformados . É que é bom sinal que assim seja.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

4 Meses

O tempo reflecte exactamente o meu estado de espírito.
Quatro meses passaram e sinto-me a morrer de dor e saudades.
Amo-te irmão.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Today

Comecemos pelas notícias menos boas. O jeep do meu irmão foi assaltado. Em plena hora de almoço e pior, mesmo à portinha de casa, um estúpido qualquer partiu o vidro lateral e sacou o radio e televisão. Só lá ficaram os vidrinhos, uns fios e sangue. Não que deseje mal a ninguém, mas foi bem-feito que se tenha magoado. Anda aqui uma pessoa a pedir forças para aguentar tudo e ainda nos acontecem estas cenas.. enfim. Para terminar bem o dia surgiu-me um abcesso. Cheia de trabalho e reuniões, e com a cara toda inchada. Tá bonito isto, tá.
As boas noticias é que o Orlando teve "ordem" para aos poucos começar a dispensar as muletas.Ufa! Pior mesmo é o discurso caso-dramático do médico. Mas nem quero pensar nisso. Clap, clap para o Landinho. Ele merece.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Simples gesto

O conforto vem , por vezes, de onde menos se espera. Camuflado em pequenos gestos, que se mostram simples, sinceros. Assim como o nosso coração pede.A minha mãe tem a foto do meu irmão na secretaria de trabalho. Assim por jeito de o ver sempre.. De saber que ele está ali..Aqui..sempre connosco. Assim, uma colega sua deixou em frente à foto uma folha dobrada, uma simples fotocopia que não deixa antever o conforto que arrasta consigo.. Um gesto que chega ao coração..Palavras que tocam o coração.

Se me amas não chores!

Se conhecesses o mistério insondável do Céu
onde agora me encontro,
se pudesses ver e sentir o que eu sinto e vejo
nestes horizontes sem fim
e nesta luz que tudo alcança e penetra,
nunca chorarias por mim!
Estou agora absorvido pelo encanto de Deus,
pelas suas expressões de infinita beleza.
Em confronto com esta nova vida,
as coisas do tempo passado
são pequenas e insignificantes!
Conservo ainda todo o meu afecto por ti,
uma ternura
que jamais pude em verdade te revelar.
Amámo-nos ternamente em vida;
mas tudo era então muito limitado e fugaz.
Vivo na serena e alegre expectativa
da tua chegada entre nós.
Pensa em mim assim.
Nas tua lutas,
pensa nesta morada maravilhosa
onde já não existe a morte
e onde juntos viveremos num enlevo
mais puro e mais intenso,
junto à fonte inesgotável da alegria e do amor.
Se me amas de verdade,
não chores por mim!

S. Agostinho

domingo, 18 de janeiro de 2009

A pedir para desaparecer.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Filipa

A família Contacto Digital aumentou ontem com o nascimento da Filipa. Com o Luís na sua versão pai extremamente ansioso, a virar para o histérico e um padrinho que é agora o seu eterno Anjo da Guarda.
Nasceu a tua afilhada querido irmão. Protege-a, tal como fazes comigo.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Eu sei

Atreve-te a cantar

Fartei-me de rir hoje a ver o novo programa da Barbara Guimarães.Tudo por causa do rapazinho que ficava sempre na retaguarda dela na plateia. Ele ria-se,
fazia boquinhas e olhinhos para a câmara, qual olhar matador qual quê. Melhor, melhor era quando ele murmurava o teleponto.. de rir mesmo.

Frase da Semana

E quanto é que custa?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

É oficial

Nevou em Terra de Horizonte e Mar.
Pouco mas nevou.
E era ver-nos, parolinhos da Contacto , à porta do office todos deslumbrados.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Novo ano

Não foi ano novo vida nova. Nada desapareceu como por magia. Não me foi permitido estalar os dedos e tornar a ser como fui um dia.Aprendi a pior dor de todas. Aprendi que não há lugar para rewind nem forward, para o voltar atrás e mudar tudo, para o fazer correr o tempo e terminar com a ausência injusta que magoa o meu lar, e que o transformou para sempre.

De 2008 anoto as coisas boas. Foram poucas é verdade, mas não as trocaria por nada.
A minha licenciatura, os verdadeiros amigos da capital que tanto me ajudaram sempre que precisei.
O meu regresso às origens.
O meu irmão. As palavras que troquei com ele, as confidências só nossas, os desabafos secretos que tivemos, o abrir de dois corações que sabíamos ser só um. A confirmação do amor e admiração que nutríamos um pelo outro. A sua voz estremecida ao telefone quando lhe dei um dos maiores orgulhos, a conclusão do meu curso. O seu sucesso profissional que o fez distinguir-se dos demais. A sua gargalhada, o seu carisma, o seu olhar que iluminava todos à sua passagem.
O perceber que sou a imagem dos meus pais e irmão. Que os meus pais fazem tudo pelo próximo, muitas vezes calcando a sua própria dor, optando por engolir o que não devem para se manterem fiéis a si próprios e ao meu irmão.
A corrente de solidariedade da minha família e amigos que foram incansáveis e a quem muito devo.

O pior ...é inacreditável e ainda hoje me pergunto se realmente é verdade. A partida Dele para sempre. A dor, a dor e a dor. A procura de respostas, a dor de filha que vê os pais morrerem um pouco a cada dia que passa. O todas as manhãs acordar e pedir que tudo não passe dum pesadelo, que Ele volte da viagem que interiorizei que foi fazer. A falta de respeito que surge de onde menos se espera e de onde nunca deveria vir. O querer dizer umas verdades e calar, não o fazer por respeito a Ele. Só por isso. E ter que lidar com a certeza que ele iria querer que as dissesse. Mas mesmo assim não o fazer.
O tiro que o Orlando levou e que me fez temer o pior. Imaginar o que viveu naquela noite e sofrer. Ter noção do que sofri ao imaginar, e pensar no que sofreu ao tê-lo vivido. Infelizmente tiroteios não é so nos filmes Áurea.

Na mudança de ano não houve festa, nem passas, nem pé direito. As cuecas azuis ficaram por estrear e a roupa branca no armário. Não houve promessas nem resoluções, apenas o pedido secreto que Deus nos guie e sorrie. Porque estamos a precisar dum descanso. Porque acima de tudo o merecemos.

sábado, 27 de dezembro de 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Três meses

Estranho como três meses parecem três anos e ao mesmo tempo apenas umas horas.
Há três meses a minha vida mudava para sempre. E se tamanha dor nos faz acreditar que tudo se passou ontem, a imensidão das saudades e a ausência da tua presença confundem-nos no tempo e assumem carga de anos.
Amo-te como ontem e assim te amarei amanhã.
Eterna saudade meu irmão

sábado, 20 de dezembro de 2008

Natal?

Se como disse já não era adepta do Natal este ano definitivamente ele não está na minha agenda. Não há cá ceia, jantares de natal nem tão pouco saídas comemorativas. Presentes não existem.O meu coração está de luto e a minha alma também. Existe um timming para tudo e o do Natal não chegará tão cedo. O espírito festivo tardará a voltar. Uns afirmam que a vida continua. Eu sei que sim. Continua mas nada mais será igual. E embora saiba que Ele nos quer bem, também sei que compreende que a vida sem Ele é difícil e magoa. Estranho seria se assim não fosse e se me permitisse a festejos.