"Perhaps they are not stars, but rather openings in heaven where the love of our lost ones pours through and shines down upon us to let us know they are happy."
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Muito prática
Ontem, em modo telefonema-relâmpago a C., muito ao seu jeito despachado, faz-me soltar uma gargalhada.
Eu: Diga faxavôr....
C : Querida é para te dizer que eu me lembro que domingo fazes anos..
Eu: Carlinha ainda nao tive tempo para convidar ning...
C: Não é nada disso, é para te dizer que sei que no Domingo fazes anos, se eu me esquecer já sabes.. eu sei que fazes anos. Se vires que não te telefono, podes sempre ligar a lembrar-mo.
Eu: Diga faxavôr....
C : Querida é para te dizer que eu me lembro que domingo fazes anos..
Eu: Carlinha ainda nao tive tempo para convidar ning...
C: Não é nada disso, é para te dizer que sei que no Domingo fazes anos, se eu me esquecer já sabes.. eu sei que fazes anos. Se vires que não te telefono, podes sempre ligar a lembrar-mo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Parabéns Pai
Podia perder horas a escrever o porque de ele ser o melhor Pai do mundo. Mas prefiro dizer-lho. Não são poucas as vezes que o faço. Digo-lho de coração e demonstro-lhe o imenso orgulho que tenho em ser sua filha. Todos os momentos que passo na sua companhia parecem-me curtos. Adoro os momentos após as refeições, em que ficamos ali horas a soltar conversa. Retrato-lhe o meu dia, abro-lhe o meu coração. Não o querendo preocupar digo-lhe tudo, mesmo quando o tudo não é assim tão bom. Retiro-me quando lhe vejo os olhos marejados, pois sei que evita demonstrar dor na minha presença. Peço que o faça, que de mão dada temos que nos apoiar neste momento que nos feriu de morte, mas compreendo quando em surdina a minha mãe diz que ele não me quer ver sofrer. Fico orgulhosa por ainda hoje, mesmo estando casada, ele se preocupar comigo como se fosse ainda aquela menina loirinha, franzina que corria despreocupada pelos pátios. Fico orgulhosa quando ouço o já habitual não te quero sozinha na rua ou o tens que te alimentar. Sei que leva a sua vida também por mim, porque sabe que preciso dele. Hoje faz 56 anos. Continua o homem bonito que sempre foi. Os olhos, esses perderam o brilho de outrora mas continuam verdes, num verde que salta à vista no seu rosto perfeito. É um Homem bonito, muito bonito. Ao olha-lo encontro traços do meu Irmão. E quase que consigo vê-Lo nos seus pensamentos. Hoje quis-lhe pedir que não chorasse. Que Ele, o seu Filho, está lá em cima a sussurrar-lhe os parabéns, sorridente e menino. Não fui capaz. Dei-lhe um beijinho, baixei o olhar e retirei-me. Revoltada pela vida madrasta, revoltada com tanta pedra nas nossas vidas. Sei o valor que tem e demonstro-lho. Agradeço-lhe a mão sempre estendida não só a mim como a quem escolhi para passar o resto da minha vida. O meu pai faz hoje 56 anos, as nossas almas estão cinzentas como o céu chuvoso mas estou feliz por o ter ao meu lado. Logo, sorrateiramente, virão os familiares e amigos dar-lhe um abraço. Os meus amigos que são amigos dele também, e isso não se paga. Hoje Pai é o teu aniversário, e como em outros tantos dias, eu e Ele estamos contigo de alma e coração. Assim..sem reservas.
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domingo, 19 de abril de 2009
Os vinte e cinco anos chegaram. Sem surpresas, sem esperança, sem ti. Não encontrei forças e as lágrimas insistiram. Fiz tudo para esconder a minha alma dos nossos pais. Eles, de quem sempre nos orgulhamos em voz alta, por seu lado fizeram tudo para me protegerem da tristeza, embora saiba o quanto choraram em silêncio. Recordarei para sempre quando em Março de 2008, após uma discussão tonta de irmãos e da qual me arrependo até hoje, tu para me atingires me disseste num tom furioso " E fica já a saber que nunca mais te vou dar os Parabéns". Sabias que nesse dia partia para Lisboa e não voltava para o meu aniversário. Ainda hoje te ouço a dizer-mo. Magoado comigo, caprichoso e ao mesmo tempo carinhoso. E demonstraste esse afecto ao escolheres atingir-me com algo que à vista dos comuns mortais parece tão simples. Chorei de raiva, mas sorri no coração. O que te havias de lembrar.. O meu aniversário chegou um mês depois e com ele um dia em que andei a mil. Ligaste-me uma única vez. Eu atendi mil telefonemas mas por causa do trabalho não consegui atender apenas uma chamada e a mais importante, a tua. Tu não voltaste a ligar embora tenhas dito à mãe que sim. Ninguém, além de ti, teve noção da tristeza que me ia no coração quando à noite jantei com os amigos eternos daquela Lisboa que tanto gosto. Um ano passou e os Parabéns voltaram a não chegar. Este ano falar no meu aniversário matava-me. Meu Príncipe, houve tantas coisas que me disseste que pareciam anunciar que te chamavam para longe de mim. Essa foi uma delas, e inexplicavelmente foi das frases que mais me lembrei nas horas seguintes à Tua partida. Não me voltarias a dar os parabéns. Tu, que eras quem mais amava nunca mais me enviarias mensagens a desejar felicidades com um amo-te em remate. Não, tu não me mandavas os beijinhos habituais. Vinha um amo-te irmã, simples, sofisticado e eterno, que tive a felicidade de guardar. Daqueles que me escreveste na fita académica. Até nesse vulgar gesto marcaste a diferença. Enquanto todos escreveram as habituais dedicatórias, tu do alto de todo o teu ser, do fundo de toda a tua elegância que se confundia com uma simplicidade genuína falaste-me em Deus. O Bruno trabalhador, stressado, amigo, divertido, borgueiro, rebelde e luz de todas as festas tinha uma relação muito profunda com Deus, que mesmo eu irmão,que tão bem te conhecia, por vezes não encontrava explicação. E admirava-te por isso. Nunca tive nem tenho reticencias em dizer o que me vai na alma, e por mais estranho que possa soar sempre achei essa tua ligação a Deus muito especial. E sabes querido, é nisso que me tento agarrar. Tu eras especial. Sempre to disse. E di-lo-ei sempre. E todos os anos, no dia 11 de Abril olharei para o céu, e soprar-me-às os Parabéns. Porque a nossa ligação é eterna.
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